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Morre Jaguar, criador do Pasquim e ícone do humor brasileiro, aos 93 anos

Jaguar, ícone do cartum brasileiro, faleceu aos 93 anos, deixando um legado de crítica social e humor que marcará gerações futuras

Retrato de Jaguar, feito por Paulo Vitale para a mostra fotográfica 'Cartunistas', no foyer do Centro Cultural Sesi Sorocaba (Foto: Paulo Vitale/Divulgação)
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  • O cartunista Jaguar, pseudônimo de Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, faleceu aos 93 anos no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro.
  • Ele morreu devido a complicações de uma infecção respiratória.
  • Jaguar teve uma carreira de quase 70 anos e foi um dos fundadores do jornal Pasquim, que se opôs à ditadura militar.
  • Ao longo de sua trajetória, produziu cerca de 30 mil cartuns e charges, abordando temas sociais com humor.
  • Seu legado é reconhecido como um dos mais significativos na arte do cartum brasileiro.

Morreu neste domingo, aos 93 anos, o cartunista Jaguar, pseudônimo de Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe. Ele faleceu no hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro, após complicações decorrentes de uma infecção respiratória. Com quase 70 anos de carreira, Jaguar deixou um legado marcante na arte do cartum brasileiro.

Jaguar foi um dos fundadores do jornal Pasquim, lançado em 1969 como um veículo de oposição à ditadura militar. Sua visão crítica e ácida da sociedade brasileira o tornou uma figura emblemática, sendo preso em 1970 por suas charges. Ele começou sua trajetória artística aos 20 anos, passando por publicações como O Semanário, Manchete e Senhor, até consolidar sua carreira no Pasquim.

Ao longo de sua vida, Jaguar produziu cerca de 30 mil cartuns, charges e ilustrações, muitas vezes desenhadas em guardanapos e papéis avulsos. Ele colaborou com diversos veículos, incluindo a Folha de S.Paulo, onde trabalhou até o mês passado. Em suas obras, Jaguar abordou temas sociais com humor e ironia, criando personagens icônicos como Boris, o Vomitador, e Bóris, O Homem-Tronco.

Legado e Reconhecimento

Jaguar é considerado por muitos como um dos maiores cartunistas do Brasil. O escritor Ruy Castro o descreveu como o maior cartunista brasileiro de todos os tempos, enquanto Millôr Fernandes o considerou um gênio. Sua influência se estendeu além do humor, refletindo as transformações sociais e políticas do país.

O artista também deixou sua marca na cultura carioca, especialmente em Ipanema, onde retratou a vida boêmia e as mudanças do bairro. Em suas memórias, Jaguar compartilhou histórias de sua juventude e de sua relação com a arte, revelando um homem que viveu intensamente e se dedicou à crítica social através do humor.

A morte de Jaguar representa uma grande perda para o mundo das artes e do jornalismo no Brasil, mas seu legado continuará a inspirar novas gerações de cartunistas e artistas.

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