- O Château Olivery, em Cruscades, Aude, é a maior fazenda fotovoltaica da França.
- Duas parcelas de 8,4 hectares foram equipadas com painéis solares, totalizando uma potência de 6 megawatts (MW).
- A produção será destinada à Indicação Geográfica Protegida (IGP) Pays d’Oc, cultivando variedades de uvas como syrah e merlot.
- A Confédération paysanne de l’Aude expressa ceticismo sobre a viabilidade econômica do agrivoltaísmo, alertando para a possibilidade de a energia solar ser mais lucrativa que a viticultura.
- O proprietário, Alain Samson, defende o projeto, afirmando que não se sacrifica terra agrícola, mas se combinam atividades sustentáveis.
Inovação no Agronegócio
O Château Olivery, situado em Cruscades, Aude, se destaca por integrar a energia solar em suas operações, tornando-se a maior fazenda fotovoltaica da França. Com a instalação de painéis solares em duas parcelas de 8,4 hectares, a propriedade agora possui uma potência instalada de 6 MW, suficiente para atender a 2.472 residências.
Os painéis foram projetados para ficarem a 4,5 metros do solo, permitindo a passagem de máquinas agrícolas. A empresa Samsolar, responsável pelo projeto, destaca que a inclinação dos painéis é ajustada conforme as necessidades das plantas e a intensidade da luz solar. Essa tecnologia é monitorada remotamente por meio de sensores desenvolvidos pela Sun’Agri.
Desafios e Ceticismo
As parcelas equipadas serão cultivadas com uvas para a IGP Pays d’Oc, já que o regulamento da AOP Corbières não permite esse tipo de instalação. Entre as variedades escolhidas estão syrah, marselan, grenaches branco e negro, chardonnay e merlot. A técnica de agrivoltaísmo promete benefícios, como a redução do estresse hídrico das plantas, conforme observa a agrônoma Mélanie Doffagne.
Entretanto, a Confédération paysanne de l’Aude expressa preocupações sobre a viabilidade econômica do projeto. O representante Étienne Ouvrard alerta que a rentabilidade da energia solar pode superar a da viticultura, transformando a agricultura em um mero pretexto para a geração de eletricidade. Além disso, ele critica a falta de estudos independentes sobre a eficácia do agrivoltaísmo.
Futuro Sustentável
O proprietário do Château, Alain Samson, defende a iniciativa, afirmando que não se está sacrificando terras agrícolas para a energia solar, mas sim misturando atividades. Ele ressalta que a manutenção da produção agrícola é essencial para a obtenção das autorizações necessárias para tais instalações. O projeto, que será replantado em 2024, representa uma nova abordagem no setor agrícola, unindo sustentabilidade e inovação tecnológica.
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