Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cabaré dos bandidos: encontro inusitado entre eu e Jaguar

Jaguar deixou um legado cultural marcante, celebrando a gastronomia e a boemia carioca em suas obras e memórias nos botecos da cidade

Capa do livro 'Confesso que bebi', de Jaguar — Foto: Desenho de Nássara
0:00
Carregando...
0:00
  • Jaguar, artista brasileiro conhecido por sua versatilidade nas artes gráficas e literatura de humor, faleceu recentemente.
  • Ele era famoso pela série “Lugares in-comuns”, em parceria com Ivan Lessa, e por suas memórias gastronômicas.
  • O autor recorda momentos com Jaguar em botecos cariocas, como o Cabaré dos Bandidos, onde degustaram pratos exóticos nos anos 1970.
  • Jaguar também assinava a coluna BIP-BIP no Pasquim, onde explorava a gastronomia de forma irreverente, contrastando com críticos mais formais.
  • Em “Confesso que bebi – Memórias de um amnésico alcoólico”, ele compartilha suas experiências nos bares cariocas, celebrando a cultura do boteco.

Jaguar, um dos mais influentes artistas brasileiros, faleceu recentemente, deixando um legado significativo nas artes gráficas e na literatura de humor. Conhecido por sua série “Lugares in-comuns”, em parceria com Ivan Lessa, Jaguar também se destacou por suas memórias gastronômicas, que revelam um lado pouco conhecido de sua vida.

O autor recorda momentos marcantes com Jaguar, como a primeira vez que se encontraram em um boteco carioca, o Cabaré dos Bandidos, nos anos 1970. Naquela ocasião, degustaram pratos exóticos, incluindo carne de cobra, em um ambiente que refletia a cultura boêmia da época. O local, que já não existe mais, era famoso por sua atmosfera descontraída e pela presença do deputado Tenório Cavalcanti, uma figura emblemática do Rio de Janeiro.

Jaguar também assinava uma coluna no Pasquim chamada BIP-BIP, onde explorava a gastronomia de forma irreverente, contrastando com o estilo mais formal do crítico Roberto Marinho de Azevedo, conhecido como Apícius. Enquanto Apícius se concentrava em pratos franceses, Jaguar buscava delícias em lugares inusitados, sem preconceitos, celebrando o prazer da comida.

Em sua obra “Confesso que bebi – Memórias de um amnésico alcoólico”, Jaguar compartilha suas experiências nos bares cariocas, onde a cultura do boteco é exaltada. O livro, que traz ilustrações e textos de alta qualidade, é um testemunho da alegria de viver e da rica tradição gastronômica da cidade. Jaguar capturou a essência dos botecos, revelando histórias e personagens que fazem parte da alma carioca.

Ao lembrar de Jaguar, o autor presta uma homenagem ao artista e à sua contribuição para a cultura popular, celebrando momentos de descontração e amizade em torno de uma boa bebida e uma boa comida.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais