- Incêndios florestais devastaram a região das Corbières, na França, entre 5 e 12 de agosto, queimando cerca de 16 mil hectares.
- A viticultura local foi severamente afetada, com vinhedos e propriedades destruídos.
- Viticultores, como Laurent Bachevillier, que perdeu seis hectares, receberam apoio de colegas que ofereceram uvas para vinificação.
- O governo francês anunciou um fundo de emergência de oito milhões de euros para ajudar os afetados, mas Bachevillier ainda não sabe se terá acesso a esses recursos.
- Apesar das dificuldades, Bachevillier planeja criar uma nova cuvée chamada “Petites Cascades” com as uvas que conseguiu coletar.
Os incêndios florestais que atingiram a região das Corbières, na França, entre 5 e 12 de agosto, devastaram cerca de 16 mil hectares, afetando severamente a viticultura local. Vinhedos e propriedades foram consumidos pelas chamas, deixando viticultores em situação crítica.
Em meio à destruição, a solidariedade entre os viticultores tem sido um ponto de esperança. Laurent Bachevillier, que perdeu seus seis hectares de vinhedos, recebeu apoio de colegas que estão oferecendo uvas para vinificação. Ele expressou sua gratidão, afirmando que o gesto de generosidade o emocionou profundamente. Bachevillier está colhendo 500 kg de syrah de um amigo, Marc Castan, que cedeu parte de sua colheita.
Apoio Governamental
O governo francês anunciou um fundo de emergência de oito milhões de euros para ajudar os afetados, mas Bachevillier ainda não sabe se terá acesso a esses recursos. A ministra da Agricultura, Annie Genevard, visitou a região em 14 de agosto e destacou que o fundo servirá para compensar perdas de colheitas e danos a propriedades.
Apesar das dificuldades, Bachevillier planeja continuar sua produção. Ele pretende criar uma nova cuvée chamada “Petites Cascades”, que será leve e frutada, utilizando as uvas que conseguiu coletar. A situação é desafiadora, mas a determinação de manter a viticultura nas Corbières é evidente entre os produtores locais.
Marc Castan enfatizou a importância da solidariedade, afirmando que é fundamental que a região continue a viver e se reerguer após a tragédia. A união entre os viticultores é um exemplo de resiliência em tempos de crise.
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