- Juliana dos Santos é a primeira beneficiária da residência para mulheres artistas da Pinacoteca de São Paulo e do Chanel Culture Fund.
- A residência permitirá que Juliana explore novas dimensões sensoriais e desenvolva uma exposição solo.
- A artista, nascida em mil novecentos e oitenta e sete, é conhecida por seu trabalho com plantas e pigmentos nativos do Brasil.
- Sua exposição solo, intitulada *Juliana dos Santos: Temporã*, está em cartaz na Galeria Praça até oito de fevereiro de dois mil e vinte e seis.
- Juliana também apresentará uma obra em realidade virtual na 36ª Bienal de São Paulo, que ocorrerá de seis de setembro de dois mil e vinte e cinco a onze de janeiro de dois mil e vinte e seis.
Juliana dos Santos, artista brasileira com doutorado em arte, é a primeira beneficiária da residência para mulheres artistas da Pinacoteca de São Paulo e do Chanel Culture Fund. A residência, que visa explorar novas dimensões sensoriais, permitirá que Juliana desenvolva uma exposição solo.
Nascida em 1987 em São Paulo, Juliana é reconhecida por seu trabalho com plantas e pigmentos nativos do Brasil. Sua pesquisa acadêmica, intitulada *O Tempo da Cor*, foca na pigmentação azul da flor Clitoria ternatea, um elemento central em sua obra. A artista busca capturar as qualidades performativas do pigmento, que se transforma e provoca reflexões sobre a impermanência.
Durante a residência, Juliana pretende aprofundar seus estudos botânicos e investigar novas tecnologias que ampliem sua pesquisa sobre a flor. Ela destaca o interesse em explorar o som e o aroma da planta, expandindo sua presença para outras dimensões sensoriais. A artista também se inspira em referências como Wolfgang Laib e Aboubakar Fofana, que trabalham com pigmentos naturais.
Exposição Solo e Novas Obras
Recentemente, Juliana inaugurou sua primeira exposição solo no Galeria Praça, parte da Pinacoteca de São Paulo. A mostra, intitulada *Juliana dos Santos: Temporã*, ficará em cartaz até 8 de fevereiro de 2026. Nesta exposição, a artista apresenta 200 metros de pigmentação utilizando a Clitoria ternatea, desafiando as convenções de escala e forma.
O curador da exposição, Lorraine Mendes, elogia a abordagem dinâmica de Juliana, que se adapta às mudanças de temperatura e à natureza da flor. A exposição também visa educar o público sobre arte abstrata e fomentar diálogos com artistas emergentes.
No próximo mês, Juliana apresentará uma obra em realidade virtual na 36ª Bienal de São Paulo, que ocorrerá de 6 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026. A obra explorará o simbolismo espiritual dos pigmentos naturais e será parte do novo programa *Aparições*, que levará trabalhos de VR a diversos locais.
Juliana dos Santos já participou de importantes eventos, como a 12ª Bienal do Mercosul e a Trienal de Artes no Sesc Sorocaba. Ela foi indicada duas vezes ao Prêmio Pipa, um dos mais prestigiados para artistas contemporâneos no Brasil. A residência e a exposição solo marcam um novo capítulo na carreira da artista, consolidando sua presença no cenário artístico nacional e internacional.
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