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Leonor Antunes apresenta nova exposição sobre diálogos entre Brasil e Europa

Leonor Antunes explora a influência de Lina Bo Bardi e Mira Schendel em sua nova exposição, que fica em cartaz até 25 de outubro

Obras de Leonor Antunes expostas na galeria Luisa Strina (Foto: Reprodução)
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  • Leonor Antunes apresenta a exposição “A Linha que Fica Entre” na galeria Luisa Strina, em São Paulo, até 25 de outubro.
  • A mostra revisita a primeira Bienal de São Paulo, de mil novecentos e cinquenta e um, e dialoga com artistas como Lina Bo Bardi e Mira Schendel.
  • A instalação utiliza cordas de couro e um piso de linóleo que imita uma pintura de Sophie Taeuber-Arp, refletindo sobre sua influência em artistas brasileiras.
  • Antunes cria “drogonas”, estruturas que reinterpretam as “Droguinhas” de Schendel, promovendo uma interação física com o espectador.
  • A exposição explora a contaminação estética entre gerações, destacando a fluidez das obras e a ideia de arte parasitária.

Leonor Antunes apresenta sua nova exposição “A Linha que Fica Entre” na galeria Luisa Strina, em São Paulo, até 25 de outubro. A mostra revisita a primeira Bienal de São Paulo, de 1951, e dialoga com artistas como Lina Bo Bardi e Mira Schendel, explorando a contaminação estética entre gerações.

A instalação conta com um emaranhado de cordas de couro que se estendem pelo espaço, criando um ambiente imersivo. O chão, revestido em linóleo, reproduz o padrão de uma pintura de Sophie Taeuber-Arp, referência central na exposição. Antunes busca refletir sobre como o trabalho de Taeuber-Arp influenciou artistas brasileiras, como Lygia Clark, e como essa troca estética se manifesta ao longo do tempo.

Antunes descreve suas obras como “drogonas”, estruturas que reinterpretam as “Droguinhas” de Schendel em uma escala maior. Essas peças, pesadas e físicas, contrastam com a fragilidade das obras da artista suíça-brasileira. A artista destaca que suas esculturas exigem interação corporal, promovendo uma experiência única ao espectador.

Contaminação Estética

A ideia de contaminação estética permeia a exposição, refletindo sobre a migração de influências entre artistas. Antunes utiliza a corda como elemento material e conceitual, inspirando-se no mito do Minotauro, onde o fio guia a saída do labirinto. Essa abordagem cria conexões entre as obras e o espaço, desafiando uma leitura linear da história da arte.

A artista também revisita a obra de Clark, enfatizando a fluidez e a adaptabilidade de suas esculturas. Antunes defende a ideia de arte parasitária, onde as obras se ajustam ao ambiente, promovendo uma interação orgânica. Essa perspectiva é uma continuidade de sua pesquisa sobre a intersecção entre diferentes formas de arte, sem hierarquias.

Antunes, que já expôs no Brasil em 2007 e 2019, reafirma sua conexão com o legado modernista brasileiro. A exposição “A Linha que Fica Entre” representa uma nova etapa em sua trajetória, unindo passado e presente em um diálogo enriquecedor. A visita à galeria é gratuita, permitindo que mais pessoas tenham acesso a essa experiência artística inovadora.

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