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Bienal de São Paulo propõe exposição que valoriza o silêncio e a introspecção

A 36ª Bienal de São Paulo destaca a literatura afro-brasileira e apresenta 125 artistas em novas comissões e performances inovadoras

Equipe conceitual da 36ª Bienal de São Paulo, composta por seis pessoas (Foto: Reprodução)
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  • A 36ª Bienal de São Paulo, intitulada “Not All Travellers Walk Roads—Of Humanity as Practice”, ocorrerá de 6 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026.
  • O evento visa destacar a literatura afro-brasileira e contará com a participação de 125 artistas, sendo 28 brasileiros.
  • O título da bienal é inspirado no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo.
  • Aproximadamente 50% das obras apresentadas serão novas comissões, com artistas como Precious Okoyomon e Gê Viana.
  • O programa de performances “Tributaries”, em parceria com a Casa do Povo, incluirá apresentações interativas de artistas como Marcelo Evelin e Dorothée Munyaneza.

A 36ª Bienal de São Paulo, intitulada Not All Travellers Walk Roads—Of Humanity as Practice, ocorrerá de 6 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026. O evento, que busca destacar a literatura afro-brasileira, contará com a participação de 125 artistas, incluindo 28 brasileiros e diversas apresentações inéditas.

O título da bienal é inspirado no poema Da calma e do silêncio, da escritora afro-brasileira Conceição Evaristo. O curador-chefe, Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, destaca que a obra de Evaristo convida à reflexão sobre o que é frequentemente excluído das narrativas dominantes. A proposta é explorar como exibir o silêncio e a resistência cultural.

Novidades e Colaborações

Cerca de 50% das obras apresentadas serão novas comissões, reveladas durante a prévia do evento. Artistas como Precious Okoyomon, Gê Viana e Adama Delphine Fawundu estarão entre os que trarão suas criações. Além disso, a bienal contará com um programa de performances chamado Tributaries, em parceria com a Casa do Povo, um centro cultural que tem uma longa história de resistência.

O programa de performances incluirá apresentações de artistas como Marcelo Evelin e Dorothée Munyaneza, promovendo uma experiência interativa e dinâmica. Thiago de Paula Souza, um dos curadores, ressalta a importância da colaboração entre os artistas e a equipe da bienal, que inclui também a publicista Henriette Gallus.

Reflexões sobre a Humanidade

A bienal propõe uma reflexão sobre a humanidade como prática, enfatizando que ser humano é um ato contínuo e em construção. O evento busca dar voz a trajetórias não documentadas e a experiências que muitas vezes permanecem à margem. A abordagem do curador e sua equipe visa criar um espaço de introspecção e diálogo, desafiando as percepções tradicionais sobre arte e cultura.

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