- A redescoberta de artistas mulheres do período moderno, especialmente entre os séculos XV e XVIII, tem ganhado destaque.
- Exposições e vendas recordes de obras de Rachel Ruysch e Artemisia Gentileschi refletem esse novo interesse.
- A primeira grande exposição de Rachel Ruysch no Museu de Belas Artes de Boston ficará em cartaz até 7 de dezembro. Sua obra foi vendida por mais de £1,65 milhão em 2013.
- A obra “David com a Cabeça de Golias” de Gentileschi foi leiloada por £1,9 milhão. O recorde para uma artista feminina é de mais de $7 milhões, alcançado por Élisabeth Louise Vigée-Le Brun.
- O número de exposições dedicadas a artistas mulheres tem aumentado, com instituições buscando corrigir desequilíbrios em suas coleções.
Nos últimos anos, a redescoberta de artistas mulheres do período moderno, especialmente entre os séculos XV e XVIII, tem ganhado destaque. Exposições e vendas recordes de obras de artistas como Rachel Ruysch e Artemisia Gentileschi refletem esse novo interesse. A valorização dessas artistas, que foram reconhecidas em suas épocas, mas cujas legados foram esquecidos, está em ascensão.
Rachel Ruysch, famosa por suas naturezas-mortas, teve sua primeira grande exposição no Museu de Belas Artes de Boston, que ficará em cartaz até 7 de dezembro. Sua obra, que chegou a ser vendida por mais de £1,65 milhão em 2013, sinalizou um crescente interesse por artistas femininas do passado. Elisabeth Lobkowicz, diretora do departamento de Pinturas Antigas da Sotheby’s, destaca que a escassez de obras dessas artistas gera demanda, e cada redescoberta aprofunda a apreciação acadêmica.
A situação é similar para Gentileschi, cuja obra “David com a Cabeça de Golias” foi leiloada por £1,9 milhão. O recorde de leilão para uma artista feminina é de mais de $7 milhões, alcançado por Élisabeth Louise Vigée-Le Brun. Maja Markovic, da Christie’s, afirma que as obras de mulheres não são mais vistas como exceções, mas como centrais na história da arte.
Exposições e Mercado
Instituições têm se esforçado para corrigir desequilíbrios em suas coleções, aumentando a competição por obras de qualidade. A aquisição de “Autorretrato como Santa Catarina de Alexandria” por £3,6 milhões pela National Gallery de Londres em 2018 foi um marco. Virginia Treanor, curadora do Museu Nacional de Mulheres nas Artes, menciona que a alta demanda tem dificultado o empréstimo de obras para exposições.
Nos últimos anos, o número de exposições dedicadas a artistas mulheres tem crescido. Museus como o Prado e o Uffizi têm promovido mostras que destacam a contribuição dessas artistas. A série “Iluminando Artistas Mulheres” já lançou 11 livros sobre o tema, refletindo um esforço crescente para trazer à tona as histórias dessas criadoras.
O cenário atual indica que o interesse por artistas mulheres do passado está longe de ser uma moda passageira. A valorização de suas obras e a crescente presença em leilões e exposições são sinais de uma mudança significativa na forma como a arte é percebida e valorizada.
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