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Museu cubano não empresta obras de Wifredo Lam ao MoMA por leis de alfândega dos EUA

Exposição não contará com obras do Museu Nacional de Belas Artes de Havana devido a temores de apreensões nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução
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  • O Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York realizará a retrospectiva “When I Don’t Sleep, I Dream” de Wifredo Lam, artista afro-cubano.
  • A exposição ocorrerá de 10 de novembro de 2025 a 11 de abril de 2026.
  • Obras do Museu Nacional de Belas Artes de Havana não estarão presentes devido a preocupações sobre possíveis apreensões nos Estados Unidos.
  • O curador Christophe Cherix e a curadora de arte latino-americana do MoMA, Beverly Adams, enfrentaram um processo de três anos para reunir cerca de 150 obras de Lam.
  • Destaques da exposição incluem “Grande Composition, 1949” e “The Jungle, 1942-43”, além de obras redescobertas como “Harpe Astrale” e “La Guerra Civil”.

Exposição de Wifredo Lam no MoMA

O Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York anunciou a retrospectiva “When I Don’t Sleep, I Dream”, dedicada ao artista afro-cubano Wifredo Lam. A exposição, que ocorrerá de 10 de novembro de 2025 a 11 de abril de 2026, gerou grande expectativa, mas não contará com obras do Museu Nacional de Belas Artes de Havana.

A ausência das obras se deve a preocupações sobre possíveis apreensões nos Estados Unidos. O Havana Museum temia que as obras pudessem ser confiscadas por tribunais americanos em decorrência de reivindicações de exilados cubanos. O curador Christophe Cherix e Beverly Adams, curadora de arte latino-americana do MoMA, enfrentaram um processo “caro e complicado” de três anos para reunir cerca de 150 obras de Lam.

Entre os destaques da exposição estão obras raramente exibidas, como Grande Composition, 1949, a maior obra de Lam, e The Jungle, 1942-43, cuja técnica foi confirmada como óleo por meio de espectroscopia infravermelha. Além disso, a equipe curatorial redescobriu obras perdidas, como Harpe Astrale e La Guerra Civil.

A decisão de não incluir obras de Havana foi acentuada por um contexto político delicado. Em janeiro de 2021, o então presidente Donald Trump reinstaurou a designação de Cuba como Estado Patrocinador do Terrorismo, uma medida que ainda gera repercussões nas relações culturais entre os dois países. A retrospectiva promete ser uma importante oportunidade para explorar a obra de Lam, um ícone do surrealismo afro-cubano.

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