- Can Xue, pseudônimo de Deng Xiaohua, é uma escritora chinesa cotada há anos para o Nobel; seu romance Histórias de Amor no Novo Milênio mostra personagens buscando liberdade de agir, sentir e pensar.
- No livro, a personagem Niu Cuilan retorna à aldeia de infância e vê mudanças no entorno, sugerindo uma realidade opaca que convive com o sonho.
- A edição publicada no Brasil traz a tradução de Verena Veludo Papacidero, pela editora Fósforo, com 400 páginas e preço de R$ 104,90.
- A prosa de Can Xue é descrita como límpida e direta, sem psicologismos, e a autora compara sua escrita a uma performance que convida o leitor a “dançar” com a obra.
- Nascida em 1953, Can Xue teve a vida marcada pela Revolução Cultural; iniciou a carreira literária em meados dos anos oitenta, e sua obra mistura imaginário milenar chinês com influências de Franz Kafka e Jorge Luis Borges.
A vida como a arte do encontro é o subtítulo que guia a apresentação do romance Histórias de Amor no Novo Milênio, da escritora chinesa Can Xue. A obra acompanha Niu Cuilan, personagem que retorna à vila de infância e encontra um cenário que parece ter sido alterado pelas fissuras entre o real e o sonhado. A narrativa mergulha na busca por liberdade de agir, sentir e pensar diante de uma realidade opaca.
O romance se distingue pela ausência de psicologismos explícitos e pela prosa límpida, traduzida por Verena Veludo Papacidero. Can Xue descreve cenas de deambulações noturnas, deslocamentos pelo campo e experiências de desejo como caminhos para uma transformação íntima, mantida em diálogo com o outro.
A autora, nascida em 1953, viveu a infância marcada pela Revolução Cultural, episódio que influenciou sua produção literária. Seu trabalho funciona como entrelaçamento do imaginário milenar chinês com referências de Kafka e Borges, segundo a leitura crítica destacada na reportagem.
Publicado originalmente em 2013, Histórias de Amor no Novo Milênio é o primeiro e único romance de Can Xue lançado no Brasil até o momento. A edição brasileira foi traduzida e publicada pela editora Fósforo, com 400 páginas e preço de lista informado na matéria.
A entrevista à autora reforça o enquadramento do livro como uma espécie de performance literária, em que a leitura convida a dançar com a narrativa. A obra enfatiza a ideia de que a vida pode ser entendida como uma prática de encontros, mesmo diante de desencontros.
A matéria foi publicada na edição n° 1397 de CartaCapital, em 28 de janeiro de 2026, e aparece na edição impressa com o título A vida como a arte do encontro. A reportagem destaca a relevância de Can Xue como uma autora hoje cotada para o Nobel de Literatura.
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