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Amarelo, a cor preferida de Van Gogh, inspira novas leituras

Exposição em Amsterdã destaca o uso do amarelo por Van Gogh e seu impacto cultural, com foco no pigmento amarelo-cromo e na iluminação do museu

Van Gogh’s Sunflowers (January 1889)
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  • A exposição Yellow: Beyond Van Gogh’s Colour, no Van Gogh Museum, destaca a relação de Van Gogh com o amarelo, com oito pinturas da própria coleção, incluindo Quinces, Lemons, Pears and Grapes e The Yellow House.
  • A obra de abertura da mostra retrata o objetivo de Van Gogh de alcançar uma “nota amarela alta”, usando três tons de amarelo chumro, e a curadoria opta por iluminação baixa (menos de 50 lux) para conservar a cor ao longo do tempo.
  • O amarelo era visto no final do século XIX como símbolo de modernidade, influenciado pela publicação de livros de capa amarela na França e pela revista inglesa The Yellow Book, com ligações a artistas como Gauguin.
  • Entre abril de mil oitocentos oitenta e abril de mil oitocentos e oitenta e nove, Van Gogh pediu ao irmão Theo envio de pelo menos sessenta e seis tubos grandes de chumro amarelo, o que indica uso intenso do pigmento nas telas de Arles.
  • Além das obras de Van Gogh, a mostra reúne outros artistas, e a divulgação também inclui notícias sobre um novo livro sobre o ano do artista em Saint-Rémy-de-Provence, além de destacar que o site do museu usa o amarelo como fundo.

A exposição Yellow: Beyond Van Gogh’s Colour chega ao Van Gogh Museum, em Amsterdã, com foco na relação de Vincent van Gogh com a cor amarela. A curadoria destaca o uso intensivo do pigmento amarelo na obra do artista, especialmente nas séries de girassóis e nas paisagens do sul da França. A mostra reúne obras da própria coleção do museu.

O destaque inicial é o quadro Sunflowers, de janeiro de 1889, que Van Gogh buscou retratar com uma “nota amarela alta”. O pigmento amarelo utilizado inclui três tonalidades de amarelo de chumbo, que exigiam técnica cuidadosa para manter o brilho ao longo do tempo. Atualmente, a obra fica sob iluminação suave no museu.

Além do Sunflowers, a mostra traz quadros como Quinces, Lemons, Pears and Grapes e The Yellow House, entre outras peças. A curadoria, capitaneada por Ann Blokland e Edwin Becker, contextualiza o amarelo como símbolo de modernidade no final do século XIX e traça relações com artistas vizinhos e movimentos da época.

Contexto histórico e curadoria

A exposição enfatiza o papel do amarelo na pintura de Van Gogh para transmitir energia vital. Em cartas ao irmão Theo, o artista descreve o amarelo como luminoso e vivo, especialmente nos campos de trigo sob o sol provençal. A curadoria aponta ainda influências de Gauguin, que colaborou com Van Gogh em Arles.

Outras obras em exibição ajudam a situar o uso da cor entre artistas contemporâneos e herdeiros do período. Entre eles estão Edouard Manet, Marc Chagall, Piet Mondrian e Olafur Eliasson, mostrando a diacronia da percepção de cor ao longo de décadas. A mostra também explora a influência de yellow na prática de design e na imprensa da época.

Publicações associadas e novidades

Paralelamente, o museu destaca publicações recentes sobre Van Gogh, incluindo obras que discutem o período em Saint-Rémy-de-Provence. A instituição ressalta que o amarelo permanece fortemente associado à identidade do artista, tanto nos museus quanto no ambiente digital de sua página oficial.

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