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Dia da Mulher: 5 livros de autoras para ler

Dia Internacional da Mulher: cinco obras de autoras ampliam repertório, ressaltam identidade e resistência, fortalecendo o protagonismo feminino na literatura

Conceição Evaristo é ficcionista e poeta mineira
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  • Dia Internacional da Mulher é marcado pela divulgação de cinco livros escritos por autoras, escolhidos pela autora Ana Paula Aguiar, especializada em História do Sistema de Ensino pH.
  • Dados do Instituto Pró-Livro mostram que, em 2024, 49% das mulheres e 44% dos homens têm o hábito de ler.
  • As obras indicadas são: Venham e juntem-se a Mim (1974), de Maya Angelou; As Meninas (1973), de Lygia Fagundes Telles; Canção para ninar menino grande (2018), de Conceição Evaristo; E não sobrou nenhum (1939), de Agatha Christie; Norte e Sul (1855), de Elizabeth Gaskell.
  • As leituras abordam temas como identidade, raça, gênero, classe social e resistência, destacando o protagonismo feminino.
  • A seleção reforça a ampliação do repertório cultural e o reconhecimento da produção feminina na literatura.

De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, 49% das mulheres lêem com regularidade, contra 44% dos homens. O dado ganha importância neste Dia Internacional da Mulher, dedicado à memória de lutas por direitos culturais e intelectuais.

Ana Paula Aguiar, autora de História do Sistema de Ensino pH, ressalta que ampliar o repertório com obras de mulheres jovens fortalece a visão de protagonismo feminino na produção de conhecimento, arte e pensamento.

A seguir, cinco lançamentos de autoras que aparecem entre as sugestões da especialista, com diferentes contextos e estilos literários.

Venham e juntem-se a Mim (1974) – Maya Angelou, Estados Unidos

A autobiografia revisita a juventude da autora nos EUA, no pós Segunda Guerra, mostrando maternidade solo, autonomia e resistência diante do racismo estrutural. A narrativa combina memória e reflexão social.

As Meninas (1973) – Lygia Fagundes Telles, Brasil

Romance que acompanha trajetórias de jovens mulheres sob a ditadura militar, explorando desejo, moral e liberdade. As personagens revelam tensões entre imposição política e subjetividades femininas.

Canção para ninar menino grande (2018) – Conceição Evaristo, Brasil

Coletânea de contos que aborda raça, gênero, violência e memória. A linguagem poética denuncia desigualdades, ao mesmo tempo em que afirma afeto, ancestralidade e resistência.

E não sobrou nenhum (1939) – Agatha Christie, Reino Unido

Clássico do romance policial que investiga culpa e justiça. A obra apresenta uma autora que rompeu barreiras em um gênero historicamente dominado por homens.

Norte e Sul (1855) – Elizabeth Gaskell, Reino Unido

Romance que acompanha Margaret Hale entre o sul rural e o norte industrial da Inglaterra, destacando mudanças sociais, classes e condições de trabalho na era vitoriana.

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