- A tendência de coquetéis com caldo de osso tem ganhado espaço em bares dos EUA, com previsão de crescer no Reino Unido, associada a sabores umami e interesse por proteína.
- Bares já incorporam o caldo em drinks, como o Bullshot (caldo de boi com vodka) e a versão New Bullshot, em Detroit, além do Bloody Bull em Brennan’s, New Orleans.
- Bar Virgile, em Durham, tem experimentado bebidas à base de caldo, incluindo El Poncho, que mistura tequila de milho, caldo de frango, Cointreau, limão, avocado e agave, sendo o caldo usado como emulsificante.
- Especialistas destacam que vodka costuma ser a base preferida por não competir com o sabor salgado, e que tequila blanco, mezcal ou whisky também podem combinar com umami.
- Segundo a nutricionista Samantha Presicci, o caldo de osso em um coquetel rende cerca de 2–4 g de proteína por bebida, pouco relevante para metas diárias; quem busca proteína pode optar por caldo de osso quente ou lanche proteico.
O caldo de osso está moldando uma tendência na coquetelaria, com mixologistas adicionando uma base rica em umami a drinks. A aposta busca acompanhar pautas de bem-estar, sabores salgados e a curiosidade por proteínas, segundo relatos nos EUA.
Nos bares norte-americanos, o caldo de osso aparece em coquetéis, ampliando a versatilidade de bebidas já conhecidas por proteína e colágeno. A previsão é de crescimento também no Reino Unido, após ganhar espaço no público nos últimos anos.
Tendência de umami em alta
Especialistas ressaltam que o sabor umami continua presente em coquetéis, com referências a clássicos que já valorizavam esse perfil de sabor. A discussão aponta para uma reinvenção de bebidas salgadas dentro do cardápio.
Jessica Randhawa, chef e fundadora de um restaurante, aponta que a combinação de caldo caseiro, gordura derivada do caldo e proteínas sustenta a ideia de coquetéis salinos e com foco em proteína, alinhados ao wellness.
Embora o caldo seja tradicional em sopas, a bebida viralizou em redes sociais, incluindo uma variação quente de chocolate com caldo de osso. Ainda assim, especialistas destacam ceticismo sobre a longevidade da tendência.
Exemplos e recepção no mercado
Alguns bares já reapresentam drinks com caldo, como uma versão do Bullshot, que mistura caldo de carne e vodka, com variações modernas em Detroit e Nova Orleans. Em clubes históricos, o caldo aparece para reforçar o tema brunch.
No Bar Virgile, em Durham, o cardápio inclui bebidas com caldo de frango, criando emulsões que ajudam a integrar os ingredientes. A equipe ressalta que o caldo funciona como emulsificante, aproximando os sabores.
Em hotéis e restaurantes, surgem drinks que utilizam caldo como base, com opções que combinam Tequila, bebida de arroz e destilados com notas terrosas. A ideia é ampliar o leque de escolhas para bebidas salgadas.
Perspectivas sobre proteína e consumo
Especialistas explicam que o caldo de osso pode acrescentar proteína, mas a quantidade por dose é relativamente baixa. Para quem busca metas proteicas, a opção mais eficaz continua sendo o consumo direto do caldo ou fontes proteicas tradicionais.
Profissionais da área ressaltam cautela ao avaliar o impacto nutricional; cada drink traz poucas proteínas, o que pode não satisfazer metas diárias se consumido isoladamente. O sabor, porém, é o gancho da tendência.
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