- O Dry Martini é um coquetel de gin e vermute seco, cuja origem é disputada, remontando ao final do século XIX nos Estados Unidos, com sugestões de San Francisco ou Nova York.
- Para o mixologista Alê D’Agostino, do bar Coda, o segredo está no equilíbrio entre os ingredientes e na qualidade do destilado.
- A experiência depende da temperatura, da textura sedosa e de uma taça em formato “V”, de cristal; o gelo na coqueteleira é crucial para o equilíbrio entre temperatura, diluição e textura.
- A tradição pede twist de limão siciliano ou azeitona; a azeitona adiciona leve sal que ajuda a equilibrar o sabor seco da bebida.
- Receita de Dry Martini, por Alê D’Agostino: 70 ml de gin, 5 ml de vermute, 1 azeitona gordal, 1 zest de limão siciliano; mexer com gelo por 10 a 12 segundos, coar para taça dry gelada, decorar com azeitona espetada e zest.
A bebida Dry Martini, um dos coquetéis mais clássicos e minimalistas do mundo, ganha novo olhar com a explicação de Alê D’Agostino, mixologista e dono do bar Coda, em São Paulo. O que aconteceu: o Dry Martini, feito com gin e vermute seco, continua a despertar debates sobre origem, técnica e equilíbrio.
A história do coquetel remete ao final do século XIX, nos Estados Unidos, com disputas entre San Francisco e Nova York sobre sua criação. A receita tradicional é enxuta, mas o segredo está no equilíbrio entre os ingredientes e na qualidade do destilado.
Quem está envolvido: Alê D’Agostino, reconhecido no Brasil pela especialização em martinis, explica que a simplicidade da fórmula não dispensa técnica. O gin precisa ser de qualidade, e o vermute seco deve harmonizar sem dominar o paladar.
Quando e onde: o relato se cria a partir da atuação de D’Agostino no bar Coda, em São Paulo, um espaço conhecido pela estética de bar minimalista e pela prática do high & low, que combina itens simples com apresentações sofisticadas.
Por quê: a execução envolve temperatura, textura e utensílios adequados. D’Agostino enfatiza que o gelo, a coqueteleira e o estilo de servir influenciam a experiência, não apenas a lista de ingredientes, que permanece enxuta.
O que torna o Dry Martini único
O mixologista destaca que o elemento central é o equilíbrio entre gin e vermute, essencial para evitar sabor dominante. A qualidade do destilado é crucial para atingir a elegância esperada na taça.
Além disso, a textura do drink é determinante. Aconselha taça de formato em V e cristais finos, coqueteleira bem gelada e gelo adequado para controlar temperatura e diluição.
No Coda: filosofia high & low
No bar Coda, o Dry Martini costuma ser acompanhado de batatas fritas, prática que se tornou referência do espaço. Segundo D’Agostino, o conjunto representa a ideia de sabor máximo com simplicidade, sem ostentação.
A dupla fritas mais o martini é descrita como expressão do espírito do bar, que mescla itens aparentemente simples com uma apresentação cuidadosa para criar identidade.
Receita de Dry Martini, por Alê D’Agostino
- Ingredientes: 70 ml de gin, 5 ml de vermute, 1 azeitona gordal, zest de limão siciliano
- Modo de preparo: juntar em mixing glass resfriado, adicionar gelo e mexer 10–12 segundos. Coar para taça dry gelada. Perfumar com o zest e decorar com a azeitona.
A técnica envolve mexer para alcançar textura de seda, mantendo a bebida seca e equilibrada. O resultado final deve manter a simplicidade como grande virtude, sem abrir mão da qualidade.
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