- A exposição Dispossessions in the Americas, em Wrightwood 659, Chicago, reúne mais de 35 artistas latino‑americanos contemporâneos para mostrar a perda de terra, cultura e língua desde a Conquista até os dias atuais.
- A curadoria é de Jonathan D. Katz e Eduardo Carrera, incluindo nomes como Regina José Galindo, Rember Yahuarcani, Ana Mendieta, Purita Pelayo e Miguel Ángel Rojas.
- O projeto integra um programa de pesquisa de cinquenta milhões de dólares com apoio da Fundação Mellon, ligado à Universidade da Pensilvânia, com estudos, mapas‑história, podcasts e conteúdos didáticos.
- Entre as obras está a pintura de Felipe Baeza, a tapeçaria de Lizette Nin e o vídeo de Seba Calfuqueo; também haverá uma série de vídeos na Park Presbyterian Church aos fins de semana.
- A mostra reforça os efeitos contínuos do colonialismo na região e o peso histórico de políticas externas norte‑americanas, destacando a importância de solidariedade com povos indígenas, afrodescendentes, queer e trans.
A mostra Dispossessions in the Americas chega a Wrightwood 659, em Chicago, com trabalhos de mais de 35 artistas contemporâneos da América Latina. O foco é o legado de desapropriação, resistência e memória histórica desde a conquista até os dias atuais. A curadoria envolve pesquisadores de universidades e museus.
A exposição reúne artistas como Regina José Galindo (Guatemala) e Rember Yahuarcani (Peru), além de Ana Mendieta (Cuba/USA), Purita Pelayo (Equador) e Miguel Ángel Rojas (Colômbia). A curadoria destaca impactos sobre povos indígenas, afrodescendentes, e comunidades queer e trans.
Detalhes da exposição
A mostra utiliza pinturas, fotografias, esculturas e performances para abordar a extração de terras, corpos e patrimônios. Obras inclinam-se a narrativas de desapropriação, resistência e violência histórica registrada na região.
Entre as obras, está uma pintura em tinta e tempera de Felipe Baeza que mostra folhagem emergindo da boca de uma figura; almofadas de Lizette Nin com nomes de dinastias chilenas e de pessoas negras empregadas; e uma videoarte de Seba Calfuqueo sobre a privatização da água no Chile.
Apoio institucional e extensão
A exposição faz parte de um conjunto de ações apoiadas pela Mellon Foundation, num projeto de pesquisa de 5 milhões de dólares na UPenn. O projeto inclui estudos, mapas interativos, podcasts e filmes sobre a região.
O circuito museal que participa envolve o Museo Nacional de Bellas Artes de Santiago, museus nacionais de arte moderna de Bogotá e Cidade do México, e a Fundación Klemm em Buenos Aires, com apresentações entre 2021 e 2024.
Desdobramentos e programação
Além das obras exibidas no Wrightwood 659, há uma série de vídeoarte no Park Presbyterian Church, com exibição aos fins de semana sob formato bi-semanal. A curadoria prioriza a presença de artistas indígenas não previamente representados.
As peças remontam aos anos 1960, período de intervenções dos EUA na América Latina, mas remetem a séculos de história. A curadora e o co-curador destacam a continuidade do legado colonial na política e na vida cultural da região.
A mostra permanece de 17 de abril a 18 de julho, em Chicago, oferecendo uma leitura crítica sobre a persistência da colonialidade. A curadoria afirma a importância de registrar, mapear e divulgar essas narrativas históricas.
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