- Segundo dia da Rio Fashion Week ocorreu no Píer Mauá, na quarta-feira, quinze de abril, consolidando a diversidade da moda brasileira com temas de tempo, natureza e brasilidade.
- A marca Aluf abriu o dia celebrando oito anos, com Camila Pitanga na passarela e uma leitura de passagem do tempo por texturas e alfaiataria com riscas.
- Normando reafirmou compromisso com a Amazônia, trazendo fibras naturais, folhas e estruturas artesanais, além de referências ao matapi e ao açaizeiro para volumes orgânicos.
- Salinas voltou ao calendário com verão vinte e seis vibrante, estampas da fauna brasileira, sobreposições no beachwear, linha resort mais estruturada e estreia no segmento fitness, com tecidos tecnológicos e técnicas artesanais.
- Piet fechou o dia com uma proposta híbrida, mesclando verão e inverno, inspirações musicais como reggae e punk, e colaboração com Pool que privilegiou o imaginário esportivo e o uniforme de torcida.
O segundo dia da Rio Fashion Week, realizado no Píer Mauá nesta quarta-feira (15/4), apresentou uma programação marcada por tempo, natureza e brasilidade. O evento manteve o foco em narrativa e diversidade, combinando moda, identidade e reflexão. As passarelas mostraram uma moda brasileira plural, em movimento.
A abertura ficou por conta da Aluf, que celebrou oito anos de trajetória conduzida pela designer Ana Luisa Fernandes. Camila Pitanga cruzou a passarela, adicionando um tom poético à coleção. Tecidos com textura de areia e superfícies em relevo sugeriram transformação lenta, enquanto a alfaiataria com riscas indicou tempo marcado, porém invisível.
Em seguida, a Normando enfatizou a Amazônia como fonte de inspiração. Com Carol Ribeiro na passarela, a marca explorou fibras naturais, folhas e estruturas artesanais, criando volumes orgânicos. Materiais como o matapi e referências ao açaizeiro reforçaram uma estética que dialoga com saberes locais e resistência.
O clima ganhou leveza com o retorno da Salinas ao calendário carioca. Sob a direção criativa de Adriana Bozon, o verão 2026 exibiu cores vivas e estampas da fauna brasileira, incluindo pássaros e guarás. O beachwear ganhou novas camadas por meio de sobreposições e texturas, enquanto a linha resort apresentou volumes mais estruturados.
A novidade foi a estreia no universo fitness, com peças esportivas que utilizam tecidos tecnológicos e cores intensas. O trabalho artesanal recebeu destaque, com colaborações que valorizam saberes regionais e técnicas manuais presentes nas peças.
Encerrando o dia, a Piet pôs em cena uma proposta híbrida sob a batuta de Pedro Andrade. A marca apresentou versões de verão e inverno em uma narrativa única, com referências musicais de reggae e punk que se traduziram em peças de pegada urbana. Jaquetas, cargos e modelagens despojadas marcaram a passarela.
A parceria com a Pool trouxe um imaginário esportivo fortemente ligado ao futebol, com peças casuais e elementos de uniforme de torcida. A mistura de linguagens reforçou o DNA da marca, que transita com naturalidade entre diferentes códigos culturais.
Mais do que desfiles, o segundo dia da Rio Fashion Week destacou uma moda brasileira que se reinventa ao olhar para dentro: raízes, desaceleração do tempo e reinterpretations de símbolos populares.
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