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Toulouse destaca contradições francesas sobre o álcool em exposição

Exposição em Toulouse analisa mudanças na percepção da bebida na França, destacando a celebração do vinho e as restrições contemporâneas, com cerca de cinquenta peças

Cette exposition met en lumière les contradictions des Français autour de l’alcool.
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  • A mostra Ivresse está no Museu Paul Dupuy, em Toulouse, até o dia 29 de setembro, mostrando mudanças na relação da população francesa com o álcool ao longo dos séculos.
  • São cerca de cinquenta peças, incluindo estampilhas, quadros, placas publicitárias e vídeos, divididas em dois espaços: Boire e débloires.
  • A exposição analisa as representações do consumo de álcool, destacando a ligação da bebida à festa e à divindade, e também as imagens glamurizadas de bebidas em propagandas antigas.
  • Do século XIX em diante, destaca-se a visão negativa da embriaguez, com aumento do consumo, surgimento de bebidas industrializadas e os primeiros movimentos de combate ao alcoolismo, além de variações entre valorização de vinhos regionais e álcool distilado.
  • Autoridades, especialistas e integrantes de ONG presentes destacam a necessidade de reduzir riscos associados ao álcool, equilibrando prazer eventual com cuidado com a saúde.

A exposição Ivresse, em cartaz no Musée des Arts Précieux Paul Dupuy, em Toulouse, fica aberta até 29 de setembro. O foco é a evolução do relacionamento dos franceses com o álcool ao longo dos séculos, mostrando contradições de representações. O espaço reúne cerca de cinquenta peças entre estampas, pinturas, cartazes e vídeos.

Organizada pela instituição, a exposição acompanha a coleção que preserva mais de 100 mil documentos, com um acervo iconográfico vasto e diversificado. A curadoria traz dois caminhos temáticos: Boire e déboires, abrindo espaço para visões idealizadas do consumo e suas tensões históricas.

O percurso destaca Bacchanales e a associação da bebida à festa e à divindade, com imagens de Bacchus e Dionísio presentes em obras e anúncios. Em muitos materiais, a figura feminina aparece para promover bebidas como champagne, associadas a saúde, alegria e esperança.

Já a seção déboires revela a mudança de percepção da ivresse a partir do século XIX, com o aumento do consumo, surgimento de bebidas industriais e o início de políticas de combate ao alcoolismo. O contraste persiste entre valorização de vinhos locais e críticas a bebidas destiladas.

Entre as peças expostas estão documentos de proteção escolar e publicidade antiga, que ilustram mudanças de legislação. Em vitrines, itens como protetores de cadernos e panfletos indicam regulações associadas ao álcool ao longo do tempo.

A mostra também aborda a evolução das políticas públicas ao longo do século XX, com restrições de consumo e leis que alteraram hábitos. A exposição cita marcos como leis de restrição de consumo em momentos históricos, sem detalhar cada norma.

A curadora Marie-Pierre Chaumet explica que o objetivo é mostrar um olhar dinâmico sobre o tema, reconhecendo avanços e ainda há pontos a melhorar. A diretora adjunta do museu também frisa o cuidado histórico e a abrangência do acervo.

Antoinette Fouilleul, presidente de um comitê regional de Addictions France, destaca que a questão das ivresses existe e continuará, mas é essencial reduzir riscos e danos. A profissional enfatiza o equilíbrio entre prazer moderado e saúde.

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