- Noite das Livrarias comemorou o Dia Mundial do Livro com 91 livrarias abertas até depois do horário habitual em 31 cidades do país.
- Em São Paulo, ocorreram 52 eventos em 49 livrarias e bancas, com atividades variadas e distribuição de brindes.
- Na região central, espaços como Banca Tatuí e Livraria Ponta de Lança promoveram ações de leitura, recitação de poemas e encontros com autores.
- Visitantes de diferentes idades passaram a noite lendo, ouvindo leituras dramáticas e aproveitando vinho e cerveja oferecidos em alguns locais.
- A ação também abriu espaço para público que não era frequentador, com exemplos como a Livraria das Perdizes, que reuniu mais de 200 pessoas em meio a karaokê e venda de livros.
Em homenagem ao Dia Mundial do Livro, 91 livrarias de 31 cidades permaneceram abertas além do horário habitual na noite de 23 de abril. O objetivo foi ampliar o hábito de leitura, oferecendo atividades culturais, leitura coletiva, música e opções de convivência com bebidas.
Em São Paulo, o evento reuniu 52 atividades distribuídas entre 49 estabelecimentos e bancas. A programação variou entre lançamentos, leituras dramáticas, saraus e encontros com autores. O formato buscou atrair novos públicos para perto dos livros.
Noite em livrarias da capital
Banca Tatuí, em Santa Cecília, abriu às 18h com artes e materiais promocionais. A fila por brindes se formou na calçada, sinalizando alta adesão de visitantes. Um dos frequentadores viaja do Tatuapé para garantir itens de edição limitada.
A Livraria Gráfica convidou leitores a ler, levando seus próprios livros ou adquirindo títulos na loja. Entre as opções estavam obras como O Vício dos Livros e Pequenos Fogos, disponíveis para leitura ou compra.
Letícia Aiko, estudante de 20 anos, participou pela primeira vez de uma leitura coletiva, levando Corte de Névoa e Fúria. A iniciativa também contou com sugestões de leitura vindas de plataformas culturais.
A livraria Ponta de Lança promoveu recitação de poemas de Orides Fontela, com atividades que atraíram curiosos e fãs da autora. A ação fez parte da programação da noite para Santa Cecília, reforçando a integração entre leitura e performance.
Outras atividades destacadas
Na Simples, no Bela Vista, houve encontro com a escritora Cidinha da Silva, o antropólogo Michel Alcoforado e a jornalista Adriana Ferreira Silva, atraindo público ao local. A Travessa, na rua dos Pinheiros, realizou a programação mais extensa, incluindo o lançamento de 100 Canções em Letras, da editora Fósforo, e uma exposição fotográfica manipulável pelos visitantes.
A Livraria das Perdizes estendeu o horário com karaokê e distribuição de cerveja, atraindo moradores do entorno e leitores de passagem. A diretora comercial informou que mais de 200 pessoas passaram pelo espaço, com venda de livros impulsionada pela presença de público não habitual.
Contexto e objetivo
A Noite das Livrarias aparece como uma tentativa de reinventar a experiência de livrarias de rua, com foco em atrair leitores notívagos e ampliar o alcance da leitura. A iniciativa teve apoio de espaços independentes e grandes redes, conectando cultura, música, leitura e convivência em diferentes bairros.
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