- Lançamento de “Cruz e Sousa: Poesia Reunida”, edição de 860 páginas organizada por Marcelo Ariel, com posfácio de Ronald Augusto.
- A coletânea reúne os livros principais Broquéis, Faróis e Últimos Sonetos, além de parte póstuma conhecida como Livro Derradeiro.
- Cruz e Sousa nasceu em Santa Catarina, em 1861, era negro e filho de escravizados, e atuou como abolicionista e militante jornalístico.
- A obra reforça a visão dele como um dos maiores nomes da literatura brasileira e do simbolismo, marcando a ruptura linguística no fim do século XIX.
- A crítica destaca que seus poemas responderam ao racismo e às estruturas da época, mantendo relevância para a leitura moderna da literatura nacional.
O livro Cruz e Sousa: Poesia Reunida reúne a obra conhecida do poeta catarinense em uma edição de 860 páginas. A organização ficou por conta de Marcelo Ariel, também poeta, com posfácio de Ronald Augusto. Publicação pela Assírio & Alvim, em 2026.
A coletânea não sitou a obra como completa, mas reúne os livros principais: Broquéis, Faróis e Últimos Sonetos, além de material póstumo disperso, como o Livro Derradeiro. O objetivo é oferecer uma visão fiel da produção poética do autor.
Natural de Santa Catarina, Cruz e Sousa nasceu em 1861 em uma família de escravos. Sua trajetória combina militância abolicionista, atuação jornalística e criação literária, marcada pela ruptura com o parnasianismo late 19º.
A edição valoriza a diversidade de fases do poeta, evidenciando o uso de linguagem inovadora e a expressão de uma sensibilidade diante do escravismo e da sociedade brasileira do período. O conjunto ajuda a entender o papel dele no simbolismo brasileiro.
Sobre a edição e seus organizadores
Marcelo Ariel é responsável pela seleção, organização e apresentação do material, mantendo uma linha de leitura coesa entre os volumes. Ronald Augusto assina o posfácio, oferecendo leitura crítica atualizada sobre o contexto histórico.
Contexto e legado do poeta
Os poemas de Cruz e Sousa aparecem como resposta ao ambiente colonial e às críticas raciais da época. A obra se destacou pela carga simbólica e pela denúncia social, abrindo espaço para debates sobre identidade e raça na literatura brasileira.
A publicação reforça a importância de recuperar poetas do passado que foram marginalizados pela visão de modernidade dominante. A edição facilita o acesso a uma produção que influenciou gerações, inclusive fora de Santa Catarina.
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