- Climério Ferreira lança a coletânea A carta lírica, reunindo poemas que ele publica quase todos os dias no Facebook.
- O lançamento ocorre nesta segunda-feira, às 19h, no Beirute da 109 Sul; após, haverá autógrafos em Teresina durante uma feira literária.
- A Fundação Quixote (Teresina) já havia publicado três livros do poeta: A música imóvel do tempo, Poemas reunidos e, agora, A carta lírica.
- O livro aborda temas como silêncio, solidão, amor, finitude e alegria de viver, em trovas modernas em verso livre, com algumas rimas internas.
- Em entrevista, Climério, que venceu uma luta contra o câncer, diz que a poesia o ajuda a seguir em frente e que mantém diálogo entre gerações na produção poética.
Climério Ferreira lança no Beirute da 109 Sul a coletânea A carta lírica, que reúne poemas veiculados diariamente nas redes. O lançamento ocorre nesta segunda-feira, às 19h, com sessão de autógrafos em Teresina.
A carta lírica traz versos livres, com unidade de tom que acolhe temas como silêncio, solidão, amor, finitude e a alegria de viver. Os poemas aparecem em formato de trovas modernas, com eventuais rimas internas.
A obra é publicada pela Fundação Quixote/Teresina, que já havia lançado outros livros do poeta em 2021. Climério ganha nova edição em meio a uma produção diária de poemas publicados em seu perfil.
O autor relata que a ideia da coletânea nasceu a partir de sonhos com uma carta lírica. Ele aponta influências de poetas como Drummond, Bandeira e Vinicius, mantendo a linguagem romântica e próximo da sensibilidad.
Ele descreve a veia lírica como uma aproximação de sensibilidade, diferente do poema concreto; o objetivo é tocar a alma do leitor, mantendo diálogo entre gerações.
Para ele, a rotina de publicar quase todos os dias alimenta uma comunicação criativa com leitores e jovens poetas, que frequentemente enviam novos versos inspirados em sua produção.
O Beirute é apresentado como lugar de longa relação do poeta com a vida artística de Brasília, servindo como palco para lançamentos e encontros literários, desde a época de debates culturais até a partilha de obras.
Climério fala ainda sobre finitude, realçando que a saúde precária recente intensificou a percepção do tempo. Aos 83 anos, ele ressalta a importância de aproveitar cada instante.
O autor afirma que a poesia o tem sustentado, especialmente na dimensão de levar seus versos para o formato de livro, mantendo o ritmo de publicações diárias.
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