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Leitores escolhem melhores livros brasileiros de não ficção do século 21

Leitores destacam obras de não ficção brasileiras do século XXI como marcos, apontando impactos culturais, ambientais e sociais e perspectivas de transformação

Estante de madeira com 18 livros alinhados na horizontal, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, preto e branco. Os títulos são variados, incluindo obras literárias e acadêmicas, com alguns nomes legíveis como 'Carmen' e 'A Organização'.
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  • Leitores destacam “A Queda do Céu”, de Davi Kopenawa e Bruce Albert, como marco do século XXI, enfatizando a crítica a relações coloniais com a natureza e propostas de convivência menos predatória.
  • O título “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex, é citado como leitura que revela desumanização institucional e tratamento degradante de pacientes e internos.
  • Entre as leituras mencionadas aparecem “Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo”, de Mário Magalhães, e “Getúlio”, de Lira Neto.
  • Outros livros citados pelos leitores incluem “Escravidão”, de Laurentino Gomes, “A Elite do Atraso”, de Jessé Souza, e “Trincheira Tropical”, de Ruy Castro.
  • Ainda aparecem obras sobre períodos recentes e política, como “A Ditadura”, de Elio Gaspari, “Poder Camuflado”, de Fabio Victor, “Treze: A Política de Rua de Lula a Dilma”, de Angela Alonso, e “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”, de Ailton Krenak.

Nos leitores, o debate sobre as melhores obras de não ficção brasileiras do século 21 ganhou novos contornos. A lista, baseada em opiniões de assinantes e referências de rankings divulgados pela Folha, reúne títulos que vão de biografias a análises históricas e críticas sociais.

Entre os títulos citados, aparece A Queda do Céu, de Davi Kopenawa e Bruce Albert, destacado por apontar a relação entre a modernidade e as formas de vida não convencionais, sob a ótica indígena. A obra é mencionada como marco do século, por abordar escolhas de convivência com a natureza e com outros povos.

Outro título recorrente é Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, cuja leitura é associada à desumanização institucionalizada e ao tratamento de pacientes e grupos marginalizados em instituições de saúde mental. Leitores destacam o impacto do livro ao revelar práticas desiguais.

Também aparecem biografias e análises históricas relevantes, como Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo, de Mário Magalhães, reconhecida por ampliar o retrato da esquerda brasileira no século 20. Getúlio, de Lira Neto, é citado como leitura marcante por alguns assinantes.

No conjunto, constam obras como Escravidão, de Laurentino Gomes, considerada seminal, e A Elite do Atraso, de Jessé Souza, apontada como leitura sobre a mentalidade da elite brasileira. Outros títulos citados são Trincheira Tropical, de Ruy Castro, e A Ditadura, série de Elio Gaspari, destacada pela investigação histórica.

O conjunto de menções inclui ainda Poder Camuflado, de Fabio Victor, que aborda a relação entre militares, política e crime organizado; Treze: A Política de Rua de Lula a Dilma, de Angela Alonso, com foco nos movimentos de 2013; Ideias Para Adiar o Fim do Mundo, de Ailton Krenak, avaliado como leitura sóbria e de impacto.

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