- José Luis Rey Vila, conhecido como Sim, foi um ilustrador anarquista cujas obras capturaram os primeiros dias da Guerra Civil Espanhola, a partir de 19 de julho de 1936, em Barcelona.
- Suas ilustrações em carvão e aquarela mostram batalhas de milícias anarquisitas, enfermeiras e as mulheres milicianas, levando o ritmo da guerra às ruas.
- Após o conflito, Sim viveu exílio em Paris em 1937 e faleceu em 1983, tendo ficado quase esquecido por décadas.
- O Museu Nacional d’art de Catalunya (MNAC), em Barcelona, apresenta 40 ilustrações recém-adquiridas que revelam o legado do artista.
- O trabalho de Sim circulou internacionalmente por meio de sindicatos de artistas e publicações, ajudando a divulgar a revolta republicana e a arrecadar fundos, apesar das tensões entre anarquistas e comunistas.
O Museu Nacional d’Art de Catalunya (MNAC), em Barcelona, exibe 40 ilustrações de Sim, pseudônimo de José Luis Rey Vila, para marcar o 90º aniversário do início da Guerra Civil Espanhola. As obras, recém-adquiridas, remontam aos primeiros dias de combate nas ruas de Barcelona em julho de 1936.
Rey Vila registrou batalhas de milícias anarcosindicalistas, enfermeiras e voluntários com traços fortes, em carvão e aquarela. As imagens circularam por exposições e boletins, contribuindo para ampliar a percepção internacional do conflito antes que Picasso se tornasse símbolo da destruição em Guernica.
Sim, conhecido como Sim por amizade com Simone Weil, assinou as peças durante a guerra. A obra foi publicada pela CNT-FAI e integrou a coleção Estampas de la Revolución Española 19 Julio de 1936, fortalecendo a narrativa anarquista frente ao regime.
Mudanças no percurso
O artista, nascido em Cádiz, lutou na Guerra de Rif e depois se estabeleceu em Barcelona. Em 1937, exilou-se para Paris, ajudando na participação espanhola na Exposição Internacional de Paris, onde Guernica foi exibida pela primeira vez fora da Espanha.
A trajetória de Sim divergeu de outros relatos gráficos da época. Enquanto parte da imprensa internacional cobria a reta final da guerra, as obras de Sim chegaram a EUA, Canadá e China, ajudando a angariar recursos para causas republicanas.
Legado e conservação
Após a guerra, Sim passou a viver no exílio, falecendo em 1983. Seu legado ganhou novo fôlego com a recuperação de parte de sua produção pelo MNAC e por pesquisadores, que destacam a visão de um retratista que acompanhou os acontecimentos desde a barricada.
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