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One Leg on Earth, de Pemi Aguda, retrata Lagos de forma sombria

Em Lagos, One Leg on Earth acompanha Yosoye diante da maternidade, visões aquáticas e críticas ao desenvolvimento urbano.

Virtuoso of suspense … ’Pemi Aguda.
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  • Yosoye Bakare, nova em Lagos para estágio em uma firma de arquitetura ligada à construção de Omi City, descobre que está grávida e decide manter o bebê.
  • Em meio à cidade, mulheres grávidas começam a se jogar no mar; Yosoye é assediada por visões de mulheres falecidas e pela ideia de uma irmandade sombria.
  • O romance combina eco-horror, angústia cósmica e a figura do feminino monstruoso, com a água como metáfora central.
  • Um colega faz referências a ancestralidade e escravidão, explorando resistência a um desenvolvimento privado e à posse de território.
  • A obra funciona como uma reflexão sobre a maternidade em transformação, o corpo da mulher e o choque entre vida, morte e crescimento da cidade.

One Leg on Earth, livro da autora nigeriana ’Pemi Aguda, é analisado como uma obra que cruza realismo e horror. O romance de estreia de Aguda recebeu atenção pela forma como mistura eco-horror, distúrbio cósmico e o que se entende como feminino monstruoso. A obra situa-se em Lagos, explorando temas da vida urbana, família e poder.

A história acompanha Yosoye Bakare, jovem recém-chegada a Lagos para estágio em uma firma de arquitetura envolvida com a Omi City, enclave moderno criado em área recuada do mar. Além do trabalho, a protagonista enfrenta deslocamento, desejo de aventura e a descoberta de uma gravidez inesperada.

No enredo, mulheres grávidas passam a se jogar em água aberta; ao mesmo tempo, Yosoye recebe apoio de uma mentora artística ambígua chamada Beloved, que a conduz para territórios de suspense e inquietação. A narrativa alterna sonhos, visões e encontros clínicos que alimentam a atmosfera de tensão.

Contextos literários

A obra dialoga com legados de literaturas africanas e norte-americanas. Referências a autoras como Buchi Emecheta e a figura da maternidade delineiam paralelos entre sono, corpo e sobrevivência. O romance usa a água como metáfora central para explorar vínculos entre mulher, cidade e poder.

Temas centrais

Entre o suspense e a alegoria, o texto questiona o significado de maternidade, corpo e pertencimento. Questionamentos sobre escolhas, liberdade corporal e o papel da mulher na urbanização são desenhados ao longo da trama, com foco nas mudanças que a gravidez impõe à identidade da protagonista.

Estrutura e tom

A narrativa combina elementos de ficção especulativa com descrições de ambientes urbanos, criando uma atmosfera densa. A escrita busca intensificar o senso de indeterminação, retirando respostas definitivas ao leitor. A construção de mundos sugere críticas sociais sem declinar para opinião pessoal.

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