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Costume Art: nova exposição do Met revela moda além do Body-Con

Costume Art coloca o corpo vestido no centro do diálogo entre moda e arte no Met, conectando obras, peças e público de forma interativa

Looks de Glenn Martens para Y/Project e Jean Paul Gaultier entre esculturas clássicas na exposição Naked & Nude Body — Foto: Divulgação/ Anna-Marie Kellen / The Metropolitan Museum of Art
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  • “Costume Art” é a exposição de moda no Metropolitan Museum of Art (Met) em cartaz no Met Fifth Avenue até 10 de janeiro de 2027, promovendo o encontro entre corpo vestindo, moda e arte.
  • A mostra destaca manequins com corpos diversos, modelados a partir de pessoas identificadas, criados pela escultora Samar Hejazi, tornando o visitante parte da experiência.
  • O curador Andrew Bolton organiza a exposição ao redor de tipologias corporais, com foco no corpo vestido como fio condutor de todo o museu, incluindo obras de arte ao lado de peças de roupa.
  • A curadoria divide as seções em corpos variados (corpo grávido, corpulento, com deficiência) e corpos femininos sob uma lógica histórica de nudez, vestimenta e representação.
  • A mostra integra objetos de várias áreas do Met com roupas, destacando peças marcantes como legging de tom de pele de Vivienne Westwood, moniquíni de Rudi Gernreich e looks de Jean Paul Gaultier, entre outros.

O Met Fifth Avenue recebe até 10 de janeiro de 2027 a exposição Costume Art, que coloca o corpo vestido no centro do diálogo entre moda e arte. A mostra propõe uma leitura crítica sobre como roupas moldam a percepção do corpo e a relação entre as artes visuais e o vestuário.

A curadoria fica a cargo de Andrew Bolton, conhecido por explorar a interseção entre moda, tecnologia e estética. A exposição apresenta manequins criados pela escultora Samar Hejazi, com retratos de rostos ausentes que convidam o visitante a se ver refletido nas peças em exibição.

Costume Art situa o corpo humano como fio condutor da experiência museal. A proposta é inverter a tradição de olhar pela óptica da arte para privilegiar a moda como lente de leitura das obras ao redor. O objetivo é ampliar a equidade entre objetos artísticos e corpos vestidos.

Por dentro

A mostra organiza as peças em tipologias corporais, explorando formas, funções e diversidades. Um eixo aborda a diversidade corporal, incluindo corpos grávido, corpulento e com deficiência, ao lado de um eixo que aborda a universalidade da estrutura corporal, com foco em envelhecimento e mortalidade.

No setor dedicado ao Corpo Nu e Desnudo, aparecem referências históricas como modelagens transparentes e peças que revelam pele. A curadoria enfatiza que nudez e vestimenta constroem uma relação entre o que é mostrado e o que é oculto, ajudando a pensar a moda como linguagem cultural.

Outra linha da mostra acompanha o Corpo Clássico, com vestidos amplos que lembram esculturas gregas. Ao lado, peças com armação que exercem pressão estética, demonstrando como a moda molda o corpo para formatos ideais.

A seção do Corpo Abstrato demonstra como espartilhos, aros e saliências trasformam a silhueta. Peças históricas são apresentadas junto a referências visuais, buscando revelar como a moda historicamente direciona padrões de beleza femininos.

A área dedicada ao Corpo Reivindicado celebra formatos fora dos padrões tradicionais. Peças de designers como Rei Kawakubo para Comme des Garçons e Duran Lantink mostram volumes e contornos incomuns, desafiando convenções de anatomia.

Conexões entre arte, moda e percepção

A exposição também sugere que a moda pode ampliar a leitura de obras de arte ao trazer o vestuário como elemento central de interpretação. Em alguns momentos, o espaço propõe uma leitura sensorial, com a presença de superfícies que convidam ao tato e à experiência tátil. A curadoria busca, assim, questionar hierarquias entre pintura, escultura e vestuário.

O projeto também aborda temas contemporâneos, como a relação entre corpo, tecnologia e identidade. A ideia é que o visitante perceba as peças não apenas pela estética, mas pela forma como representam identidades e experiências diversas.

Costume Art foi inaugurada em um novo espaço do Met, o que permite exibir períodos mais longos. A mostra se insere num momento de mudança institucional que acompanha a renovação de espaços e a ampliação de perspectivas sobre moda dentro da instituição.

A linguagem visual da mostra enfatiza a ideia de que vestir o corpo é uma prática cultural complexa. O visitante é convidado a dialogar com as peças, cruzando referências históricas e contemporâneas para entender como a moda molda o corpo e, ao mesmo tempo, como o corpo informa a moda.

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