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Mindful drinking ganha espaço em tempos de redução do consumo de álcool

Mindful drinking ganha espaço em bares ao priorizar experiência sensorial e bebidas com baixo ou zero álcool

Márcio Silva, do Exímia Bar. Foto: LEO MARTINS
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  • O movimento mindful drinking ganha destaque na coquetelaria, com bebidas com frutas, especiarias e flores priorizando experiência e presença do consumidor.
  • A pandemia ajudou a fortalecer o cuidado com a saúde e a buscar equilíbrio no consumo de álcool, influenciando menus com opções mais leves.
  • Bar e restaurantes passaram a investir em drinks de baixo teor alcoólico ou sem álcool, buscando profundidade de sabor mesmo com menos álcool.
  • Tornou-se comum o público pedir opções mais simples de consumo, com foco em prazer sensorial, pausa e convivialidade sem exageros.
  • A construção de drinks sem ou com pouco álcool continua exigindo estudo técnico, antropológico e atenção a textura, acidez, salinidade e construção aromática, mantendo a identidade do estabelecimento.

Ao que tudo indica, o mindful drinking ganha espaço no cenário de bares e restaurantes ao reduzir o foco no álcool e ampliar a experiência sensorial. Bebidas com frutas, especiarias, ervas e flores passam a compor cardápios, buscando presença e qualidade em vez de quantidade.

A ideia, inspirada pela atenção plena de meditação, ganhou força durante a pandemia e se manteve nos anos seguintes. Baristas e chefs têm adaptado menus para oferecer opções com menos teor alcoólico sem perder acabamento, sabor e textura.

Por que o movimento veio para ficar

A adoção de bebidas com menos álcool acompanha a busca por equilíbrio emocional e bem‑estar. Profissionais da área destacam que o público atual valoriza presença, autocuidado e experiências sociais moderadas. O objetivo é saborear com pausa e atenção.

Especialistas associam a tendência ao crescimento de opções sem álcool e àredução de gordura e frituras nos pratos, reforçando uma linha de consumo mais consciente. A prática envolve planejamento de paladar, textura e construção aromática.

Como se traduz no bar moderno

O método favorece a análise cuidadosa da carta, escolhas intencionais de ingredientes e a definição de quanto beber. Mesmo com menos álcool, o drinque pode oferecer profundidade sensorial por meio de técnica, acidez, salinidade e dulçor equilibrados.

Bares que investem nesse conceito afirmam que a experiência continua social e gastronômica, mas sem depender de grandes volumes alcoólicos. A mudança também amplia o público, incluindo quem busca sabor e benefícios funcionais.

O que mudou na prática

Profissionais da coquetelaria contam que o público atual busca bebidas refrescantes, com conforto e sabor marcante, sem excesso de álcool. Entre os itens em evidência estão drinks com melancia, gengibre e outras combinações aromáticas.

A construção de coquetéis com baixo teor alcoólico segue a mesma filosofia de inovação e estudo: pesquisa antropológica, originalidade e conexão com raízes da bebida. O objetivo é manter identidade e qualidade.

Serviço

Exímia Bar

R. Manuel Guedes, 369 – 2º piso – Itaim Bibi, São Paulo

Terça a quinta: 18h às 01h | Sexta e sábado: 18h às 02h

Txai Resort Itacaré

Rodovia Ilhéus-Itacaré (BA-001), Km 48, Praia de Itacarezinho, Itacaré – BA

Observação: a imprensa especializada aponta que o mindful drinking não é uma modinha passageira, mas uma mudança estrutural na forma de beber, com foco na experiência e na saúde.

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