- O livro Histórias miseráveis, de José Castello, reúne 35 crônicas originalmente publicadas entre dezembro de 2016 e setembro de 2023 no jornal Rascunho e no Suplemento Pernambuco, pela editora Maralto.
- O foco são personagens invisíveis que vivem nas ruas, pessoas pequenas e desamparadas, que carregam miséria material e espiritual.
- As crônicas defendem a ideia de que a matéria da literatura é a liberdade e que o cronista observa a realidade buscando um olhar singular, não grandes heróis.
- Castello escreve “às cegas”, partindo de uma palavra ou imagem e seguindo o fluxo da escrita, sem esboços, para alcançar o que surge no texto.
- A atmosfera é melancólica, ligada à visão de humanidade diante do mundo, com registros do cotidiano de Curitiba, onde vive há trinta anos, e do Rio de Janeiro, cidade onde nasceu.
José Castello lança Histórias Miseráveis, livro de crônicas pela editora Maralto. A obra reúne 35 textos originalmente publicados entre 2016 e 2023 no jornal Rascunho e no Suplemento Pernambuco. O foco é a cidade e seus personagens invisíveis.
A coletânea apresenta crônicas que exploram a fronteira entre realidade e imaginação, um marco do gênero no país. O foco está na miséria humana, não apenas material, mas também espiritual, com uma visão que privilegia a sensibilidade do observador sobre o cotidiano.
Casas de papelão, mendicância e margens da cidade aparecem como espelhos da sociedade. O autor utiliza imagens simples para revelar a complexidade humana, mantendo o olhar atento aos pequenos detalhes. O resultado é uma narrativa de resistências quotidianas.
Sobre o livro
Histórias Miseráveis surge como continuidade de uma prática literária. Castello defende que a matéria da literatura é a liberdade interior, abrindo caminho para a escrita sem regras rígidas. A publicação reúne textos que já circularam em veículos regionais.
A visão do cronista
O autor esclarece que não busca grandes heróis nem personalidades, mas figuras marginalizadas que compõem o tecido urbano. O olhar singular é o que transforma uma história comum em crônica, segundo ele. O objetivo é aproximar o leitor da vida invisível nas ruas.
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