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Quem entra, quem sai e quantos você leu? Por trás da lista 100 melhores romances

Middlemarch lidera a lista mundial de cem melhores romances, ampliando a presença feminina e reacendendo o debate sobre cânone e leitura global

Novels shooting out of a gold canon
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  • A Guardian compilou uma lista dos cem melhores romances de todos os tempos com votação de mais de 170 novelistas, críticos e acadêmicos, transformando as escolhas em uma classificação final.
  • O título mais votado é Middlemarch, de George Eliot, um romance amplo que aborda amor, fé, amizade, política e poder sem perder o foco nos habitantes locais.
  • Entre as novidades e destaques, Beloved, de Toni Morrison, fica em segundo lugar; To the Lighthouse, de Virginia Woolf, aparece em quarto; e cinco obras de Woolf aparecem no top 20.
  • Houve aumento de escritoras entre as cem obras: 36% dos autores são mulheres, em comparação com 21% em 2015 e 16% em 2003.
  • O ranking destaca diversidade e alcance global, incluindo obras em inglês originalmente escritas em outros idiomas, e aponta ausências de alguns grandes nomes atuais e clássicos já consagrados.

O Guardian divulgou a lista dos 100 melhores romances de todos os tempos, compilada a partir de votos de mais de 170 autores, críticos e acadêmicos de várias partes do mundo. A edição traz títulos escritos em inglês ou originalmente em outras línguas, conforme critério utilizado pela publicação.

O levantamento soma as escolhas de nomes como Stephen King, David Nicholls, Bernardine Evaristo, Salman Rushdie, Anne Enright, Yiyun Li, Elif Shafak, Ian McEwan e muitos outros. O objetivo é mapear preferências de profissionais da área para construir um ranking conjunto.

The Guardian destaca que a lista não é definitiva nem exaustiva, mas busca representar a variedade da literatura mundial. O processo inclui revisões ao longo do tempo, com novas leituras e debates entre leitores especializados.

Mudança de protagonismo: presença feminina

O material registra um avanço no número de escritoras entre as 100 obras, passando de 21 (em 2015) para 36. No top 10, Jane Austen e Mary Shelley se mantêm como referências históricas, com outras autoras de peso ganhando espaço ao longo do ranking.

Destaques do topo e posições históricas

Entre as primeiras posições, George Eliot lidera com Middlemarch, seguida por obras de Virginia Woolf, James Joyce e Toni Morrison, que ocupa a segunda posição com Beloved. A lista também destaca obras de Tolstói, Proust, Dostoievski e Moby-Dick entre as primeiras páginas.

Autores vivos e referências internacionais

Salman Rushdie aparece como o autor vivo mais bem colocado, com Midnight’s Children em posição de destaque, enquanto Kazuo Ishiguro e Han Kang aparecem próximos entre os melhores. A seleção inclui ainda títulos icônicos de escrituras africanas, americanas e asiáticas.

Perspectivas e lacunas

O conjunto aponta ausências de alguns nomes clássicos do século XX, como Nabokov e McEwan em determinadas subsequências, além de observar a ausência de romances infantis ou de serializações populares. A revista ressalta o caráter parcial e debatido de qualquer lista.

Contexto cultural e motivação

A publicação observa a relação entre leitura e cultura, citando a atual “National Year of Reading” para estimular o interesse pela leitura no Reino Unido. A lista busca dialogar com leitores, críticos e acadêmicos, estimulando debates sobre o cânone.

Considerações finais

A curadoria ressalta que a seleção reflete escolhas de profissionais da área para ampliar o entendimento sobre o cânone literário. O objetivo é inspirar debates e leituras, sem impor uma verdade única sobre qual é o melhor romance.

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