- A mostra “Primeira Febre” de Julia Gallo está em cartaz na Yehudi Hollander-Pappi, na zona oeste de São Paulo, apresentando figuras em transformação entre humano e inumano.
- Os trabalhos combinam desenhos em carvão sobre lona com releves metálicos que parecem tensionar a anatomia das figuras.
- A exposição surge a partir de observações da artista sobre metamorfose, fusão e estados corporais intensos, com referências do cotidiano e de imagens coletadas.
- Nos trabalhos em metal, incisos em alumínio são cobertos por tinta a óleo, reforçados com fibra de vidro para sustentar as formas que emergem da parede.
- Embora dialoguem com Michelangelo e a tradição da arte sacra, as figuras de Gallo fogem do ideal clássico, apresentando corpos instáveis, amorfos e em mutação.
A mostra Primeira Febre reúne obras de Julia Gallo na Yehudi Hollander-Pappi, localizada na zona oeste de São Paulo. A exposição traz desenhos em carvão sobre lona e relevos metálicos que sugerem contorções corporais, entre fusão e ruptura, explorando a linha entre humano e inumano.
Os trabalhos apresentam uma coreografia de formas que simulam metamorfose. A artista explica que o título nasceu durante a montagem, ao perceber recorrência de figuras em transformação e corpos que parecem se fundir. Afebreza do corpo aparece como estado físico, não apenas sonho.
Na prática, os trabalhos em metal começam com incisões em folhas finas de alumínio, ganham tinta a óleo e ganham relevo com fibra de vidro. Os desenhos destacam tensão entre figura e fundo, enquanto os metais avançam na parede, integrando o espaço à composição.
Sobre a artista e a pesquisa
Gallo utiliza referências que vão de Michelangelo à tradição da arte sacra, influências que surgem também da herança de uma família de imigrantes italianos. As figuras, porém, fogem do ideal clássico, surgindo como corpos mutantes, instáveis e às vezes amorfos.
Metodologia e materiais
Os trabalhos combinam desenho e escultura, mantendo a unidade visual entre carvão e relevo. Em ambos os suportes, as figuras evocam uma nova realidade, marcada pela ambiguidade e pela transformação contínua.
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