- Vertigem, de Lela Brandão — livro de estreia que mistura relato pessoal e observação cultural para discutir excesso de produtividade, hiperconectividade e ansiedade; 240 págs.; Sextante; R$ 59,90.
- Meu país, a África, de Andrée Blouin — autobiografia que relaciona memórias a tensões da descolonização, incluindo infância em orfanato, morte do filho e atuação com Patrice Lumumba; 302 págs.; Boitempo; R$ 99,90.
- O império da IA, de Karen Hao — análise sobre a IA generativa, conectando avanços tecnológicos a poder corporativo, trabalho precário e impactos ambientais; 480 págs.; Rocco; R$ 99,90.
- Diga a coisa como ela é, de Tatiana Salem Levy — ensaios que discutem escrita, corpo, deslocamento e referências de Ferrante, Ernaux, Sontag e Plath; 240 págs.; Tinta-da-China Brasil; R$ 89,90.
- Na noite lésbica, de Julia Kumpera — reconstituição histórica da militância lésbica no Brasil e do papel da ocupação urbana na construção da história LGBTQIAPN+; 152 págs.; Autêntica; R$ 64,90.
Vertigem, Meu país, a África, O império da IA, Minha mãe e a música, Eu mereço!, Diga a coisa como ela é e Na noite lésbica são lançamentos de junho escritos por mulheres que analisam as transformações da sociedade. As obras combinam relatos pessoais, memória histórica e leitura crítica de contextos políticos e tecnológicos.
Os títulos abordam desde militância, identidade e história até as implicações da inteligência artificial no trabalho, na cultura e no meio ambiente. Cada livro propõe olhar atento aos diferentes impactos de movimentos sociais, afetivos e econômicos na vida contemporânea.
Vertigem
Lançamento de Lela Brandão, 240 páginas, Sextante. O livro mescla relato íntimo com observação cultural para discutir produtividade excessiva, hiperconectividade e a rotina saturada de estímulos. Autora é artista plástica e apresentadora do podcast Gostosas também choram.
Meu país, a África
Andrée Blouin revisita sua autobiografia publicada originalmente em 1983. A obra relaciona trajetórias pessoais a tensões da descolonização africana, incluindo a infância em orfanato, a morte do filho e a atuação em favor de Patrice Lumumba.
O império da IA
Karen Hao analisa a IA generativa a partir de sua experiência acompanhando a OpenAI desde 2019. O livro conecta avanços tecnológicos a práticas corporativas, exploração de trabalho e impactos ambientais globais, com relatos de engenheiros, trabalhadores e ativistas.
Minha mãe e a música
Marina Tsvetáieva revisita a relação com a pianista Maria Meyn, sua mãe. A autora transforma memórias de infância em reflexão sobre formação artística, sensibilidade e linguagem, destacando como experiências iniciais moldam a visão da arte.
Eu mereço!
Paula Sibilia investiga o mantra do merecimento nas redes e no consumo. A antropóloga argentina analisa o desgaste da moral burguesa e o neoliberalismo, mostrando como discursos de autoempoderamento moldam desejos e comportamentos.
Diga a coisa como ela é
Tatiana Salem Levy reúne ensaios sobre escrita, corpo, deslocamento e desejo. A autora dialoga com obras de Ferrante, Ernaux, Sontag e Plath, articulando temas que atravessam sua produção literária.
Na noite lésbica
Julia Kumpera resgata a história da militância lésbica no Brasil ao revisitar o Ferro’s Bar, em São Paulo. O livro contextualiza a ocupação de espaços urbanos e o papel das mulheres na construção de memória e identidade LGBTQIAPN+.
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