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Para Marisa Midori, amor está no ar

Coluna de Marisa Midori aborda o amor nos livros e presta homenagem a Claudio Giordano, destacando a exposição da Biblioteca Nacional de Viena

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  • A professora Marisa Midori escreve sobre o amor em sua coluna, destacando a exposição “O Poder Universal do Amor, Uma Jornada Através dos Séculos” da Biblioteca Nacional de Viena.
  • A mostra reúne variadas faces do amor, desde códices bíblicos até edições de luxo de Don Juan, incluindo Tristão e Isolda e a Arte de Amar de Ovídio.
  • O amor é apresentado como fonte de inspiração artística em música, literatura e mitos, com referências a Mozart, Schubert, Goethe, Schnitzler e Ingeborg Bachmann.
  • A coluna presta homenagem a Claudio Giordano, editor e colecionador falecido no dia sete de junho, que expandiu o acervo da BORA da Unicamp.
  • Giordano traduziu Hipteronomachia Poliphili (Luta de Amor de Polífilo em Sonho), única edição ilustrada de quarenta e nove ou noventa e nove? — publicada por Aldo Manuzio em Veneza, em mil quatrocentos noventa e nove, e publicou uma edição fac-símile baseada no exemplar de José Mindlin.

Marisa Midori, em sua coluna desta semana, aborda o tema do amor em novas dimensões. Ela destaca a exposição da Biblioteca Nacional de Viena, intitulada O Poder Universal do Amor, A Jornada Através dos Séculos, apresentada no salão Prunksaal. A pesquisadora reforça que o amor permeia pensamentos, sentimentos e ações ao longo das épocas.

Segundo a autora, o amor ganha contornos variados: pode ser egocêntrico quando se trata de amor-próprio, ou transcendente quando é ligado ao divino. A mostra reúne códices e edições que vão de manuscritos bíblicos a obras luxuosas, como Don Juan, apresentando também tragédias e a releitura de Ovídio na Arte de Amar.

A exposição enfatiza ainda a inspiração que o amor oferece na arte e na literatura, com referências à música de Mozart e Schubert, e às obras de Goethe, Schnitzler e Bachmann. Histórias, cartas e canções de amor de dois mil anos mostram a continuidade desse tema.

Homenagem a Claudio Giordano

A coluna presta homenagem ao editor e colecionador Claudio Giordano, falecido em 7 de junho. Ele ampliou o acervo de edições brasileiras que integram a BORA, na Unicamp, e compartilhou leituras com leitores e público.

Giordano destacou um incunábulo relevante: Hipteronomachia Poliphili, Luta de Amor de Polífilo em Sonho, atribuído a Francesco Colonna. A edição foi ilustrada e impressa por Aldo Manuzio, em Veneza, em 1499, e ganhou uma tradução pelo editor brasileiro.

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