- Maren Hassinger apresenta retrospectiva Living Moving Growing no Berkeley Art Museum (BAMPFA), reunindo obras, performances registradas e participação do público, até 29 de novembro.
- A exposição destaca o uso de nós e amarrações como prática escultórica, com peças como Untitled Rope e Sign of the Times, explorando repetição e transformação de materiais.
- Obras como Love (Pyramid) convidam o público a cuidar das peças; há também oficinas mensais que expandem a instalação com o tempo.
- Vídeo arte, como Birthright e Daily Mask, aborda temas de raça e identidade dentro da obra da artista.
- A mostra é apresentada como um momento importante na carreira de Hassinger, enfatizando a possibilidade de “care” e convivência por meio da prática artística.
Maren Hassinger ganha retrospectiva abrangente no Berkeley Art Museum (BAMPFA) com a mostra Living Moving Growing. A exposição reúne obras site-specific, documentos de performances e atividades participativas, destacando a prática da artista norte-americana ao longo de cinco décadas. O objetivo é revelar como materiais simples ganham novas leituras no espaço expositivo.
A mostra enfatiza o uso de nós e gestos repetitivos. Em Untitled Rope, quatro trechos de corda industrial são entrelaçados, sugerindo uma participação coletiva. Em Sign of the Times, tiras de jornal formam enormes cordas penduradas nas paredes. A curadoria ressalta o caráter performativo embutido nas obras.
Love (Pyramid) exibe sacos plásticos cor-de-rosa inflados com o ar da artista, formando uma grande figura escultórica. Já Birthright, vídeo de Hassinger, acompanha uma sequência de movimentos que remete à genealogia familiar. A exposição também traz obras recentes que envolvem o público na construção permanente de peças.
O papel do público e a prática de Hassinger
Segundo o curador Anthony Graham, a participação do público rompe hierarquias tradicionais de museu, promovendo interação entre visitantes, curadores e artistas. Workshops mensais invitam o público a contribuir para a montagem de Sign of the Times, ampliando a escala da obra ao longo do tempo.
A curadoria destaca ainda que as peças trabalham com temas de memória, cuidado e compartilhamento. Um eixo recorrente é transformar o cotidiano em experiência estética, conectando pessoas por meio de gestos simples, como amarrar ou inflar objetos.
A retrospectiva aborda também a trajetória de Hassinger como mulher negra na arte dos anos 70, incluindo desafios de valorização e espaços de atuação. A apresentação resgata sua atuação em Nova York e a influência de projetos coletivos na sua carreira.
Maren Hassinger: Living Moving Growing permanece em cartaz no BAMPFA até 29 de novembro, oferecendo visitas guiadas, encontros de prática artística e diálogo sobre a participação comunitária na criação contemporânea.
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