- Machado de Assis completaria cento e oitenta e sete anos neste domingo, dia vinte e um de junho.
- É um dos principais nomes da literatura brasileira, famoso por Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro.
- Em dois mil e vinte e quatro, viralizou nos Estados Unidos após uma influenciadora do TikTok ler Brás Cubas e compartilhar a experiência.
- Quincas Borba, de 1892, acompanha Rubião que, enriquecido, se envolve com dois parasitas que vivem do seu dinheiro.
- Outras obras relevantes citadas: Esaú e Jacó, Helena e Memorial de Aires.
Machado de Assis completaria 187 anos neste domingo, 21 de junho. O autor carioca é reconhecido por ampliar a projeção da literatura brasileira no mundo, sobretudo com Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro.
No Brasil, as obras de Machado são marcadas pelo Realismo e pela observação social, além de influências que vão da crítica às mazelas da sociedade a abordagens narrativas inovadoras. Sua obra atravessa gerações e continua objeto de estudo.
Entre as leituras indicadas pela CNN Brasil estão quatro títulos que moldaram o cânone do escritor. Abaixo, cada um deles, com foco em enredo e contexto histórico.
Quincas Borba
Publicado em 1892, o romance acompanha Rubião, discípulo de Quincas Borba que herda a fortuna do mentor. A narrativa envolve viagens, ascensão social e amizades que se revelam parasitas. A obra dialoga com questões de riqueza e ambição.
Esaú e Jacó
De 1904, inspirada em uma passagem bíblica, a obra retrata dois irmãos gêmeos com personalidades opostas que disputam o afeto da mesma mulher. O romance insere o enredo no cenário da Proclamação da República, contrastando monarquismo e republicanismo.
Helena
Lançado em 1876, o romance chocou a sociedade ao abordar incesto. A protagonista, filha de um conselheiro Vale, herda fortuna e muda-se para a casa do pai com o meio-irmão Estácio, filho legítimo. A obra questiona normas sociais da época.
Memorial de Aires
Publicada em 1908, a obra reúne episódios do Conselheiro Aires, figura recorrente nas narrativas de Machado. Crítica aponta traços autobiográficos, sugerindo que Aires pode representar o próprio autor e que D. Carmo seria a escritora Carolina Augusta Xavier de Novais.
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