- Exposição “Fashioning Chinese Women: Empire to Modernity” abriu no Museu de Arte de Los Angeles (LACMA) no último domingo, reunindo mais de 70 peças de vestuário chinês do início ao meio do século XX, com grande parte da coleção doada por Chere Lai Mah em 2022.
- Destaque para um cheongsam com estampa verde-limão e símbolos maia, criada por Susan Mah na Califórnia a partir de inspirações de Irene Dunne e Barbara Stanwyck; a peça mostra o cross-over sino-americano do guarda-roupa da anfitriã.
- A curadora Michaela Hansen ressalta que a mostra preenche lacuna histórica ao apresentar roupas de mulheres comuns, em vez de trajes da corte ou moda ocidental, evidenciando mudanças sociais e mobilidade após o fim da dinastia Qing.
- As peças são vestidas em manequins 3D criados com a ajuda do estilista Jason Wu, que descreve as roupas como esculturas modernas com acabamento que remete à pele chinesa.
- Além das roupas de Susan e da mãe dela, Li Zhang Huifang, a coleção inclui itens de Lai Mah própria, como um qipao de lamê fabricado com fios metálicos e serigrafia, uma peça particularmente rara e reflexo da evolução tecnológica têxtil.
A exposição Fashioning Chinese Women: Empire to Modernity fica em cartaz no Museu de Arte de Los Angeles (LACMA) após sua inauguração no último domingo, 14. A mostra reúne mais de 70 peças de vestuário chinês do início ao meio do século XX, com foco em roupas usadas por mulheres comuns.
A curadoria destaca a trajetória de Susan Mah, imigrante de primeira geração, que transformou cheongsams em expressões criativas ao longo da vida. A coleção inclui vestidos feitos sob medida, alguns com referências culturais variadas, como influências maias e motivos ocidentais.
A dona original das peças, Susan, deixou o acervo para a família e, posteriormente, para o LACMA. A doação ocorreu durante a pandemia de Covid-19, motivada pela necessidade de preservar as roupas em local estável e com boa conservação climática.
Contexto da mostra
A curadora convidada Michaela Hansen afirma que a exposição documenta mudanças sociais significativas para as mulheres do período. O foco está na mobilidade, na libertação feminina e na construção de identidades por meio do vestuário.
A coleção pessoa de Susan envolve mais de 70 itens, incluindo peças herdadas de sua mãe, Li Zhang Huifang. A curadora ressalta que esse conjunto é raro devido à procedência, à história de uso e à conservação das peças.
A curadoria utiliza manequins impressos em 3D para exibir os cheongsams, em parceria com o estilista Jason Wu. A intenção é apresentar as roupas como arte contemporânea, mantendo o caráter histórico de cada peça.
Detalhes e curiosidades
Dentre os destaques está um cheongsam de inspiração maia, com aberturas simétricas de dupla face. A curadora explica que muitas peças vieram da China antes de chegar aos EUA, preservando um capítulo pouco conhecido da moda global.
A nora de Susan, Chere Lai Mah, descreve a evolução estética das peças ao longo do tempo — de itens mais conservadores para peças que refletiam a personalidade da dona e o estilo sino-americano que ela cultivava em Fresno, Califórnia.
A mostra enfatiza que a moda chinesa manteve relevância na diáspora e que peças como esses cheongsams ajudaram a contar a história de imigrantes que equilibraram identidades culturais e aspirações de assimilação.
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