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Por que publiquei um livro sobre a arte do essencial na aviação

Sicko reúne relatos e bolsas de enjoo de voos, revelando memórias de turbulência, fumaça de cigarro e o valor de coleções inusitadas

Three airline sick bags displayed side by side: a Great China bag with a white bird, a Virgin Atlantic Star Wars Episode III bag, and a Shanghai Airlines bag with pink waves
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  • Em 2023, a jornalista conheceu Trevor Cunningham, colecionador de sacos de avião usados para enjoo, que reúne itens há 37 anos.
  • O livro Sicko transforma essa coleção em um diário, combinando memórias de voos com as histórias associadas a cada saco.
  • A produção envolveu viagem a Torquay para registrar quando e onde Trevor conseguiu cada peça, abrindo espaço para lembranças de turbulência, fumaça e menus inusitados.
  • Entre as lembranças, há relatos como um acidente elétrico em Bhuj, na Índia, e uma viagem de Mumbai a Delhi em que Trevor passou mal após água não potável.
  • A obra foi autopublicada; as 10 cópias iniciais, embrulhadas em sacos amarelos de resíduos biológicos, esgotaram no primeiro dia, e o livro está disponível no site da autora e em livrarias em Londres.

Trevor Cunningham coleciona itens inusitados há décadas. Em 2023, ele abriu portas para o jornalista que documentaria a história por trás das sacs de enjoo dos voos, que viria a ganhar o título Sicko.

O repórter acompanhou a produção em Torquay, no Reino Unido, onde o livro ganhou forma. A obra mistura memórias de viagens, relatos de turbulências e imagens de centenas de sacos de vôo, reunidos ao longo de 37 anos. O projeto nasceu durante a gravação de um filme sobre o grupo de apoio Ask Trev.

O livro nasceu da curiosidade do autor em ver além do uso comum de itens de bordo. Trechos descrevem situações diversas, como passageiros bebendo água não potável, fumaça de cigarros a bordo de épocas passadas e lembranças de companheiras de cabine em incidentes de turbulência.

Trevor recorda episódios marcantes, como uma visita de 2016 a Mumbai para inspeção de fábrica na Índia, em que viu trabalhadores expostos a riscos elétricos. Em outra passagem, ele descreve um voo de Delhi após consumir água questionável, que resultou em fortes enjoos. A narrativa conecta momentos de viagem a percepções sobre risco e memória.

A concepção do livro envolveu o registro de histórias associadas a cada saco, com o objetivo de preservar memórias de colecionadores e contar como objetos comuns podem ter significados únicos. A autora realizou a curadoria textual ao lado do colecionador ao longo do processo.

A publicação foi feita de forma independente, com tiragem inicial de 10 exemplares, embalados em sacos de descarte biológico. As cópias esgotaram no dia seguinte, levando a uma reimpressão rápida e ao aumento da circulação do material.

Sicko celebra coleções e as pessoas que as sustentam, oferecendo uma nova visão sobre itens do cotidiano. A obra está disponível para venda pela autora e em livrarias selecionadas em Londres, com foco em leitores interessados em história de objetos de viagem.

A compilação combina design, memória e curiosidade, convidando o público a enxergar o banal de modo diferente. A edição apresenta imagens de sacos de vôo trazidas à tona pela parceria entre fotógrafo e autor, dentro de uma perspectiva documental.

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