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Voltei a amar a ficção e redescubro o prazer de ler

Volta à ficção reacende o debate sobre ritmo de lançamentos e o impacto emocional de trilogias sem data de continuação

‘I lived in the book and only came out for food.’ Photograph: Posed by model; Luis Alvarez/Getty Images
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  • Zoe Williams, colunista do Guardian, diz ter saído de leitura de romances, mas voltou a se envolver com ficção ao encontrar um livro que não conseguiu largar.
  • Ela explica que ler obras exige tempo, paciência e uma certa paz interior para se deixar envolver pelas tribulações de personagens imaginários.
  • O livro que reacendeu o interesse foi Crossroads, de Jonathan Franzen, que ela inicialmente resistiu por ter muitos elementos religiosos e personagens infantis.
  • Crossroads é o começo de uma trilogia; o segundo volume ainda não tem data de publicação, com previsão de lançamento “em um ano ou dois”.
  • A autora comenta a diferença entre obras consideradas middlebrow e highbrow, compara Franzen a The Corrections e lembra as pausas longas entre lançamentos de outros autores, como Hilary Mantel e Elizabeth Strout.

Zoe Williams, colunista do Guardian, escreve sobre a redescoberta da ficção após um período de afastamento. O texto analisa como a leitura de romances voltou a ocupar lugar central em sua rotina, diante de uma aversão temporária ao gênero.

A autora conta que não decidiu abandonar os romances, apenas se desligou do hábito. Segundo ela, é preciso paciência, tempo livre e tranquilidade para mergulhar na ficção, deixando de lado notícias e análises políticas.

Williams descreve o momento de retorno ao romance com a leitura de Crossroads, de Jonathan Franzen, recomendada por uma amiga de universidade. A obra, terceira pessoa da autora, marcaria o recomeço da sua relação com a ficção.

A crítica refletida pelo texto envolve a tensão entre diferentes níveis de literário, desde o middlebrow até o highbrow, e o ritmo de publicação de Franzen. A jornalista compara o período Covid ao período de produção do autor.

A partir do retorno à leitura, o artigo situa a ficção como refúgio e objeto de debate cultural. O relato não oferece conclusão, mantendo o tom de observação sobre hábitos de leitura e escolhas literárias.

Zoe Williams encerra o texto destacando que a curiosidade pela leitura persiste mesmo diante de novas obras, incluindo lançamentos de outras escritoras, como Elizabeth Strout. A análise ressalta o impacto emocional da ficção na vida da autora.

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