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Inteligência artificial e arte: a nova fronteira da expressão criativa em debate

A exposição "Venenosas, Nocivas e Suspeitas" de Giselle Beiguelman provoca reflexões sobre a arte gerada por inteligência artificial e sua relação com a história.

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O debate sobre a criação de imagens por inteligência artificial (IA) está em alta, especialmente após a polêmica sobre direitos autorais nas animações do Studio Ghibli. A artista Giselle Beiguelman, em sua exposição “Venenosas, Nocivas e Suspeitas”, questiona se as imagens feitas por IA podem ser consideradas arte. Ela acredita que sim, desde que se leve em conta o contexto e a intenção por trás da criação.

Na exposição, que fica em cartaz até 20 de abril no Centro Cultural Fiesp, Beiguelman usa IAs para mostrar a relação entre plantas que foram mal vistas e mulheres cientistas que foram esquecidas. Ela apresenta imagens que misturam essas figuras com elementos da natureza, destacando a importância de reconhecer contribuições históricas que muitas vezes são ignoradas. Além de artista, Beiguelman é professora na FAU-USP e propõe uma reflexão sobre o que é arte na era digital.

Outro exemplo é o projeto Botto, criado por Mario Klingemann, que gera milhares de imagens por conta própria, sem ajuda humana. As obras de Botto já foram vendidas em leilões famosos, como Christie’s e Sotheby’s. Essa nova forma de criação levanta questões sobre o papel do artista e a originalidade na arte.

A discussão sobre o que é arte se torna mais complicada com o avanço da tecnologia. A interação entre humanos e máquinas desafia a ideia tradicional de autoria e criatividade, exigindo uma nova maneira de pensar sobre a expressão artística. A questão dos direitos autorais também precisa ser debatida, já que as IAs aprendem com obras de artistas humanos, mostrando a necessidade de uma conversa mais profunda sobre as leis nesse campo.

Recentemente, o debate sobre a criação de imagens por inteligência artificial (IA) ganhou destaque, especialmente após a polêmica envolvendo a violação de direitos autorais nas animações do Studio Ghibli. A artista Giselle Beiguelman, em sua exposição “Venenosas, Nocivas e Suspeitas”, questiona se as imagens geradas por IA podem ser consideradas arte. Beiguelman defende que sim, desde que se considere o contexto e a intenção por trás da criação.

A exposição, que está em cartaz até o dia 20 de abril no Centro Cultural Fiesp, utiliza IAs para explorar a relação entre plantas historicamente demonizadas e mulheres cientistas esquecidas. Beiguelman apresenta imagens que fundem essas figuras com elementos da natureza, ressaltando a importância de reconhecer contribuições históricas muitas vezes ignoradas. A artista, que também é professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), propõe uma reflexão sobre a redefinição da arte na era digital.

Além do trabalho de Beiguelman, outras iniciativas, como o projeto Botto, demonstram a capacidade das máquinas de criar arte de forma autônoma. Botto, desenvolvido por Mario Klingemann, gera milhares de imagens semanalmente sem intervenção humana, e suas obras já foram leiloadas em casas renomadas como Christie’s e Sotheby’s. Essa nova dinâmica levanta questões sobre o papel do artista e a originalidade na criação artística.

A discussão sobre a definição de arte se torna ainda mais complexa à medida que a tecnologia avança. A interação entre humanos e máquinas desafia a noção tradicional de autoria e criatividade, exigindo um novo olhar sobre o que constitui a expressão artística. A questão dos direitos autorais também permanece em aberto, à medida que as IAs são alimentadas por obras de artistas humanos, refletindo a necessidade de um debate mais profundo sobre a legislação nesse campo.

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