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Inflação fica em 0,16% em junho com queda no preço dos alimentos

IPCA perde força em relação a maio, enquanto recuo de alimentos compensa alta da energia elétrica e dos custos com habitação

Mercado no Brasil | Reprodução/Unsplash
Mercado no Brasil | Reprodução/Unsplash

A inflação oficial do país desacelerou em junho e ficou em 0,16%, após registrar alta de 0,58% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10). Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 3,36% no ano e de 4,64% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,72% registrados no período encerrado em maio.

A inflação oficial do país desacelerou em junho e ficou em 0,16%, após registrar alta de 0,58% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10). Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 3,36% no ano e de 4,64% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,72% registrados no período encerrado em maio.

🔍O IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de um a 40 salários mínimos e é o indicador oficial de inflação do país.🔍

O principal fator para a perda de ritmo da inflação foi a queda dos preços dos alimentos. O grupo alimentação e bebidas recuou 0,24% em junho, revertendo a alta de 1,33% observada no mês anterior e registrando o maior impacto negativo sobre o índice geral.

🍌Entre os produtos que ficaram mais baratos, destacam-se o café moído (-3,72%), as frutas (-1,58%) e as carnes (-0,64%). Em contrapartida, alguns itens seguiram em alta, como o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).🍌

A alimentação consumida fora de casa também desacelerou. A alta passou de 0,49% em maio para 0,15% em junho, refletindo aumentos menores tanto nas refeições quanto nos lanches.

Apesar do alívio nos alimentos, o grupo Habitação foi o que mais pressionou a inflação no mês. Os preços subiram 0,63%, respondendo pelo maior impacto positivo sobre o IPCA, de 0,10 ponto percentual.

A energia elétrica residencial continuou sendo o principal item de pressão sobre o índice, embora tenha desacelerado. A alta passou de 3,67% em maio para 1,53% em junho, contribuindo com 0,06 ponto percentual para a inflação do mês.

Os demais grupos pesquisados apresentaram variações moderadas, entre a queda de 0,02% em Educação e a alta de 0,25% em Despesas pessoais.

INPC também perde força

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para a correção do poder de compra de trabalhadores de menor renda, também desacelerou em junho. O indicador avançou 0,14%, após alta de 0,65% em maio.

No acumulado do ano, o INPC registra alta de 3,51%. Em 12 meses, a inflação medida pelo índice ficou em 4,33%, abaixo dos 4,42% observados até maio.

🔍O INPC acompanha o custo de vida de famílias com renda de um a cinco salários mínimos, cuja pessoa de referência é assalariada, sendo amplamente utilizado em negociações salariais e reajustes de benefícios.🔍

Assim como ocorreu no IPCA, os alimentos tiveram influência importante no resultado. Os produtos alimentícios passaram de uma alta de 1,33% em maio para queda de 0,29% em junho, enquanto os itens não alimentícios desaceleraram de 0,43% para 0,28%.

Regionalmente, Brasília registrou a maior inflação do INPC no mês, com alta de 0,48%, impulsionada principalmente pelos aumentos da gasolina e da tarifa de água e esgoto. Já São Paulo apresentou a maior queda (-0,07%), influenciada pelo recuo dos preços da energia elétrica residencial e do etanol.

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