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Livros como obras de arte: a interseção entre texto e imagem na produção contemporânea

Novas publicações destacam a arte afro-brasileira, revelando trajetórias de artistas como J. Cunha e Maria Lira, e explorando a diáspora africana.

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Recentemente, foram lançados livros que falam sobre a arte e a cultura afro-brasileira, destacando a trajetória de artistas como J. Cunha, Maria Lira e Goya Lopes. Essas obras trazem novas visões sobre a afro-brasilidade e a diáspora africana. O livro “Imagens da diáspora”, de Goya Lopes e Gustavo Falcón, explora a cultura dos africanos e seus descendentes na Bahia, usando o design como forma de ativismo. Já “J. Cunha: Corpo tropical”, organizado por Renato Menezes, analisa o trabalho do artista baiano e suas criações que misturam diferentes influências culturais. O livro sobre Maria Lira, organizado por Rodrigo Moura, é o primeiro a focar na artista mineira, apresentando suas esculturas e pinturas que reinterpretam referências africanas e indígenas. Outras obras importantes incluem “Jorge dos Anjos: Risco, recorte, percurso”, que mostra a trajetória do escultor mineiro, e “Aberto pela aduana”, de Eustáquio Neves, que discute o tráfico de escravizados. Essas publicações refletem a diversidade da arte e da cultura afro-brasileira.

Lançamentos literários destacam arte e cultura afro-brasileira

Recentemente, diversas publicações têm explorado a rica trajetória de artistas afro-brasileiros e a diáspora africana. Os livros trazem novas perspectivas sobre a arte, a cultura e a afro-brasilidade, com destaque para obras de Maria Lira, J. Cunha e Goya Lopes. As publicações oferecem encontros marcantes com a arte, indo além dos espaços tradicionais como galerias e museus.

Obras resgatam memórias e identidades

“Imagens da diáspora”, de Goya Lopes e Gustavo Falcón, apresenta o processo de transposição forçada de africanos para o Brasil entre os séculos XVI e XIX. A obra destaca a cultura criada pelos africanos e seus descendentes na Bahia, com a artista afro-baiana utilizando o design como forma de ativismo. Goya Lopes concebe seus tecidos como mantos que protegem e auxiliam na luta contra o racismo.

J. Cunha e a arte como experiência coletiva

O livro “J. Cunha: Corpo tropical”, organizado por Renato Menezes, aprofunda a reflexão sobre o trabalho do artista baiano. A publicação registra a mostra realizada na Pinacoteca de São Paulo em 2024 e apresenta ensaios críticos sobre suas criações, que misturam referências do artesanato, da indústria e de culturas diversas. As obras de Cunha são destinadas à experiência coletiva e à vida pública.

Maria Lira e a reelaboração de referências ancestrais

“Maria Lira”, organizado por Rodrigo Moura, é o primeiro livro dedicado à trajetória da artista, pesquisadora e ativista mineira. A obra reúne esculturas em cerâmica, pinturas sobre papel e pedra, nas quais Lira reelabora referências africanas e indígenas. O livro também inclui um ensaio fotográfico de Frei Chico e resgata os tons dos pigmentos naturais utilizados pela artista.

Outros destaques da literatura afro-brasileira

Outras publicações relevantes incluem “Jorge dos Anjos: Risco, recorte, percurso”, organizado por Irena dos Anjos, que apresenta a trajetória do escultor mineiro e seus experimentos com diferentes meios artísticos. “Aberto pela aduana”, de Eustáquio Neves, é um livro de artista que aborda o controle e a violência do tráfico de escravizados. As obras refletem a diversidade e a complexidade da arte e da cultura afro-brasileira.

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