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Claudia Alarcón destaca-se na arte contemporânea com tecelagens Wichí em exposições internacionais

Claudia Alarcón e o coletivo Silät estão transformando a tecelagem Wichí em arte reconhecida internacionalmente, desafiando estigmas.

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Claudia Alarcón, uma artista Wichí, aprendeu a tecer com sua família e agora promove a técnica de tecelagem yica, que é muito importante para sua cultura. Recentemente, Alarcón e o coletivo Silät têm recebido reconhecimento internacional, participando de exposições em bienais e museus, onde suas obras são vistas como arte, não apenas como artesanato. Alarcón começou a tecer yica aos 12 anos, e suas criações têm um significado profundo para o povo Wichí, sendo parte essencial de sua vida cotidiana. No ano passado, suas obras foram destaque na Bienal de Veneza, e desde então, ela tem exposto em várias instituições importantes, como o Museu Guggenheim em Bilbao e a Bienal de São Paulo. Alarcón e Silät buscam mostrar o valor de suas tradições e a importância da tecelagem, que antes era considerada apenas um ofício. O curador Andrei Fernández tem sido fundamental para ajudar a levar o trabalho delas a um público mais amplo, desafiando a ideia de que a arte indígena é apenas artesanato. O coletivo Silät, que conta com cerca de 100 mulheres, tem se concentrado em criar obras que refletem suas raízes culturais, utilizando técnicas ancestrais e colaborando em grupos multigeracionais. As obras de Alarcón estão sendo cada vez mais valorizadas, com coleções em museus renomados e vendas que têm superado expectativas.

Claudia Alarcón, artista Wichí, tem ganhado destaque internacional com suas obras de tecelagem yica, uma técnica ancestral que aprendeu com sua família. Recentemente, suas criações foram exibidas em importantes bienais e museus, como a Bienal de Veneza e a Bienal de São Paulo.

A tecelagem yica, que resulta em tecidos que são parte essencial da cultura Wichí, foi historicamente vista como artesanato. Alarcón e o coletivo Silät buscam mudar essa percepção, apresentando suas obras como arte contemporânea. O crítico Barry Schwabsky descreveu suas criações como “inesquecíveis”.

A artista, que nasceu em La Puntana, Argentina, destaca a importância da yica em sua vida e na cultura Wichí. “Nossas yicas estão sempre conosco”, afirmou Alarcón. Sua trajetória é marcada por desafios, incluindo a falta de apoio do governo argentino, mas ela continua a promover o conhecimento ancestral de sua comunidade.

Reconhecimento Internacional

O trabalho de Alarcón e Silät tem atraído a atenção de curadores e críticos, resultando em exposições em locais como o James Cohan Gallery em Nova York e o Museu de Arte de São Paulo. A curadora Andrei Fernández tem sido fundamental para elevar o perfil da artista, ajudando a mostrar a relevância cultural de suas obras.

As tecelagens de Alarcón são caracterizadas por formas geométricas e cores vibrantes, refletindo a tradição Wichí. A artista enfatiza que suas criações não são apenas exercícios formais, mas sim uma expressão contínua de sua cultura. “Essas figuras não correspondem a períodos específicos; sempre foram parte do presente para nós”, explicou Fernández.

Impacto na Comunidade

A formação do coletivo Silät, que significa “mensagem” em Wichí, representa um avanço significativo para as mulheres da comunidade. Elas agora têm autonomia para definir preços e direcionar os lucros para suas famílias. Desde a criação do grupo, o número de participantes cresceu para cerca de cem mulheres.

Alarcón e suas colegas têm trabalhado em conjunto, muitas vezes envolvendo várias gerações em suas criações. Essa prática não apenas preserva a tradição, mas também promove um espaço de diálogo e empoderamento. “Queremos continuar mostrando nosso conhecimento ancestral”, concluiu Alarcón.

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