O Museu da Língua Portuguesa e o Museu de Arte Sacra, em São Paulo, estão com novas exposições que falam sobre linguagem e identidade. A mostra “Fala Falar Falares” no Museu da Língua Portuguesa explora como a fala reflete a cultura brasileira. Um vídeo na primeira sala mostra como o aparelho fonador funciona ao cantar músicas brasileiras. A exposição também apresenta um mapa interativo que mostra a origem de palavras que chegaram ao Brasil. No final, há uma conversa entre pessoas de diferentes estados sobre seus sotaques. Já a exposição “Livro-Objeto” no Museu de Arte Sacra conta a história do livro como meio de informação e objeto artístico, usando manuscritos dos séculos 15 a 19. A curadora fala sobre como a encadernação dos livros se manteve importante mesmo após a invenção da prensa. A mostra destaca a relação entre o livro e o conhecimento, mostrando que a forma como os livros são organizados afeta nosso contato com a informação. Entre os itens em exibição estão os sermões do Padre Vieira, que defendia a abolição da escravidão indígena. Ambas as exposições estão abertas ao público durante a semana e nos finais de semana, com preços variados.
O Museu da Língua Portuguesa e o Museu de Arte Sacra, ambos em São Paulo, apresentam novas exposições que exploram a relação entre linguagem, identidade e a história do livro. As mostras “Fala Falar Falares” e “Livro-Objeto” estão em cartaz e destacam a importância da fala e da encadernação na cultura brasileira.
A exposição “Fala Falar Falares”, no Museu da Língua Portuguesa, utiliza tecnologia de ressonância magnética para mostrar o funcionamento do aparelho fonador humano. O linguista e curador Caetano Galindo afirma que a instalação busca conscientizar o público sobre sua própria fala e combater preconceitos linguísticos. Um mapa-múndi interativo revela a trajetória de palavras que chegaram ao Brasil, muitas delas através da estação da Luz, ponto de entrada de imigrantes no século 20.
A mostra também apresenta uma conversa entre doze pessoas de diferentes estados, que discutem suas relações com os sotaques regionais. Galindo destaca que a exposição visa ajudar os brasileiros a se apropriarem de sua realidade linguística, enquanto a cineasta e cenógrafa Daniela Thomas ressalta a importância da língua na formação da identidade.
Livro-Objeto
No Museu de Arte Sacra, a exposição “Livro-Objeto: A Arte da Encadernação a Partir do Acervo do MAS” explora a história do livro como meio de informação e objeto artístico. Yasmine Machado, responsável pela expografia, explica que a mostra, em cartaz até oito de junho, foi desenvolvida a partir de pesquisas nos arquivos do museu.
Entre os destaques estão os 21 volumes de sermões do Padre Vieira, datados do século 17. Vieira, um dos primeiros missionários no Brasil, defendia a abolição da escravidão indígena. Machado observa que a escrita foi usada historicamente como forma de controle social, enquanto culturas orais, como a indígena, mantêm uma relação mais próxima com o presente.
As exposições estão abertas de terça a domingo, com ingressos a R$ 24,00 no Museu da Língua Portuguesa e entrada gratuita no Museu de Arte Sacra, mediante bilhete de acesso ao metrô.
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