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Leonel Vásquez transforma pedras em memórias sonoras e propõe escuta profunda da Terra

A escuta das pedras por Leonel Vásquez revela memórias da Terra e propõe uma descolonização de mentalidades.

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Leonel Vásquez, um artista colombiano, está explorando uma nova maneira de escutar ao interpretar pedras. Ele cria instalações sonoras que revelam as memórias da Terra, buscando descolonizar a forma como pensamos sobre o meio ambiente. Em seu projeto “Canto rodado”, Vásquez utiliza pedras de rios colombianos que sofrem com a degradação ambiental. Os visitantes são convidados a ouvir as pedras com a ajuda de tecnologias, acessando as histórias que elas guardam. Cada pedra tem suas próprias memórias, como vestígios de oceanos antigos ou os ecos de vulcões extintos. A obra de Vásquez nos lembra da importância de respeitar e valorizar o planeta, em vez de tratá-lo de forma utilitária. Ele acredita que muitos problemas atuais, como guerras e crises ambientais, vêm da nossa dificuldade em escutar. Para ele, devemos aprender a escutar desde cedo, começando pelas pessoas e seres ao nosso redor. Em uma experiência com um xamã indígena, Vásquez aprendeu que descalçar-se não é apenas para ouvir melhor a Terra, mas para que a Terra também possa ouvi-lo. As pedras que pisamos têm histórias que podem durar muito além de nossa existência.

Leonel Vásquez, artista colombiano, propõe uma nova abordagem à escuta ao interpretar pedras em suas instalações sonoras. O projeto, intitulado “Canto rodado”, utiliza pedras de rios colombianos, como o Magdalena, que enfrentam sérios problemas ambientais. A iniciativa visa revelar as memórias da Terra e promover uma descolonização de mentalidades.

As instalações sonoras convidam os visitantes a escutar as pedras por meio de tecnologias diversas, acessando as memórias que elas guardam. Cada falha em um cristal de quartzo ou camada de arenito carrega histórias de eventos antigos, como oceanos desaparecidos e vulcões extintos. A obra de Vásquez enfatiza a necessidade de respeitar o planeta, em vez de adotar uma visão utilitária e predatória.

Vásquez argumenta que a escuta é um ato ético e político, essencial em um mundo diverso. Ele destaca que a incapacidade de escutar contribui para problemas globais, como guerras e crises ambientais. O artista sugere que devemos aprender a escutar desde a infância, começando por aqueles que estão ao nosso redor, como familiares e animais de estimação.

Em uma experiência marcante, Vásquez relata que um xamã indígena o incentivou a descalçar-se para que a floresta pudesse ouvi-lo. Essa interação ressalta a importância de uma conexão mais profunda com a natureza. As pedras, que testemunharam a passagem de dinossauros, continuarão a existir muito depois de nós, guardando memórias de nossa presença na Terra.

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