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Mohammed Lakhdar-Hamina, cineasta argelino e vencedor da Palma de Ouro, morre aos 91 anos

Cineasta argelino Mohammed Lakhdar-Hamina, primeiro africano a ganhar a Palma de Ouro, faleceu aos 91 anos em Argel.

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O cineasta argelino Mohammed Lakhdar-Hamina, conhecido por ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1975 com o filme “Crônica dos Anos de Fogo”, faleceu aos 91 anos em sua casa em Argel no dia 23 de setembro de 2023. A família confirmou a notícia, mas não revelou a causa da morte. Lakhdar-Hamina foi o primeiro árabe e único africano a conquistar esse prêmio. Ele também competiu em Cannes em outras três ocasiões e ganhou o prêmio de melhor filme de estreia em 1967 com “Os Ventos de Aurès”. Nascido em 1934, ele cresceu em uma família de camponeses e teve uma vida marcada pela guerra de independência da Argélia, onde seu pai foi assassinado pelo exército francês. Antes de se tornar cineasta, ele desertou do exército francês para se juntar à resistência argelina. Seu trabalho no cinema refletiu suas experiências e as lutas do seu país. Lakhdar-Hamina deixa dois filhos, um deles também cineasta.

O renomado cineasta argelino Mohammed Lakhdar-Hamina, primeiro árabe e único africano a ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes, faleceu aos 91 anos em sua casa em Argel, na Argélia, no dia 23 de setembro de 2023. A informação foi confirmada pela família, que não divulgou a causa da morte.

Lakhdar-Hamina é amplamente reconhecido por seu filme “Crônica dos Anos de Fogo”, que retrata a guerra de independência da Argélia. O longa-metragem, lançado em 1975, foi aclamado internacionalmente e lhe rendeu o prêmio máximo do festival. O cineasta também competiu em Cannes em outras três ocasiões, sendo premiado em 1967 pelo seu filme de estreia, “Os Ventos de Aurès”.

Nascido em 26 de fevereiro de 1934 na cidade de Massila, Lakhdar-Hamina cresceu em uma família de camponeses. Durante a guerra da Argélia, seu pai foi sequestrado e assassinado pelo exército francês. O cineasta desertou do exército francês em 1958 para se juntar à resistência argelina, experiência que influenciou sua obra cinematográfica.

Contribuições e Legado

Além de seu trabalho no cinema, Lakhdar-Hamina ocupou cargos importantes no governo argelino, incluindo a direção do principal serviço de notícias estatal. Seu último filme, “Crépuscule des Ombres”, foi lançado em 2014 após um hiato de quase 30 anos. O presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune, destacou que Lakhdar-Hamina foi um “digno combatente” que contribuiu para a libertação do país através de suas obras.

O cineasta deixa dois filhos, Malik e Tariq Lakhdar-Hamina, que também atuam na indústria cinematográfica. A morte de Lakhdar-Hamina representa uma grande perda para o cinema argelino e africano, que ele ajudou a promover no cenário internacional.

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