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Picasso se inspira na arte catalã em ‘Demoiselles’, revela especialista

Nova pesquisa revela que Les Demoiselles d’Avignon pode ter raízes em afrescos medievais catalães, desafiando a influência africana.

Pablo Picasso's Demoiselles d'Avignon (1907) no Museu de Arte Moderna. Foto Robert Alexander/Getty Images
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  • Uma nova análise sugere que a pintura Les Demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, foi inspirada por afrescos medievais da Catalunha, e não pela arte africana.
  • O estudo foi conduzido pelo colecionador francês Alain Moreau e publicado no Bulletin of the Reial Acadèmia Catalana de Belles Arts Sant Jordi.
  • Picasso criou a obra em 1907, retratando cinco mulheres nuas, e a influência da arte africana foi considerada até então um marco do modernismo.
  • Moreau aponta que Picasso já havia finalizado a pintura antes de seu contato com a arte africana, e destaca semelhanças com afrescos românicos da região.
  • A pesquisa desafia narrativas estabelecidas sobre a obra e convida a uma reavaliação das influências que moldaram o trabalho de Picasso.

Nova pesquisa sugere que Les Demoiselles d’Avignon de Picasso foi inspirada por afrescos medievais

Uma nova análise sobre a famosa obra Les Demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, levanta a hipótese de que a pintura foi influenciada por afrescos medievais da Catalunha, e não pela arte africana, como muitos historiadores acreditavam. O estudo, conduzido pelo colecionador francês Alain Moreau, foi publicado no *Bulletin of the Reial Acadèmia Catalana de Belles Arts Sant Jordi*.

A pintura, criada em 1907, retrata cinco mulheres nuas, algumas com rostos que lembram máscaras. Historicamente, a obra foi considerada um marco do modernismo, associada à visita de Picasso ao Musée d’Ethnographie du Trocadéro, em Paris, onde teve contato com arte africana. No entanto, Moreau argumenta que Picasso já havia finalizado a obra antes de sua imersão na arte africana.

Influências Medievais

Moreau sugere que a verdadeira inspiração para Les Demoiselles d’Avignon pode ser encontrada nas pinturas murais da igreja de La Vella de Sant Cristòfol, em Campdevànol, e nos afrescos românicos de Sant Martí de Fenollar, localizados nos Pireneus. O pesquisador traçou os passos de Picasso, incluindo uma possível visita a esses locais em 1906, sugerida por seu amigo Joan Vidal Ventosa.

As semelhanças entre as obras medievais e a pintura de Picasso são notáveis, com características como marcas faciais, formas angulares e paletas coloridas. Além disso, Moreau destaca que uma máscara africana, que foi associada à obra em uma retrospectiva de 1939 no Museum of Modern Art de Nova York, só chegou à Europa em 1935, muito depois da conclusão da pintura.

Debate sobre a Inspiração

O debate sobre as influências que moldaram Les Demoiselles d’Avignon é intenso. Enquanto alguns críticos apontam para a apropriação cultural da arte africana, outros defendem a complexidade e a ambiguidade da obra. Moreau enfatiza que a paleta de cores e a representação das mulheres refletem mais as tradições artísticas catalãs do que a estética africana.

A pesquisa de Moreau traz uma nova perspectiva sobre uma das obras mais icônicas da arte moderna, desafiando narrativas estabelecidas e convidando a uma reavaliação das influências que moldaram o trabalho de Picasso.

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