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Objetos revelam ‘micro-histórias’ sobre sua criação, afirma escultora Sandra Poulson

Sandra Poulson provoca reflexões sobre política e cultura angolana em sua primeira exposição no MoMA PS1, que vai até 6 de outubro

Sandra Poulson. Foto: Dami Vaughan
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  • A artista angolana Sandra Poulson apresenta sua primeira exposição no MoMA PS1, em Nova York, até 6 de outubro.
  • A mostra, intitulada “Este quarto parece uma República!”, aborda a relação entre objetos do cotidiano e suas implicações sociais e políticas.
  • Um destaque da exposição é a escultura Igreja Universal do Reino de Deus (2024), que critica a influência de megaigrejas em Angola.
  • Poulson também desenvolve novas obras na Rijksakademie, incluindo a instalação Cabinda Dreams (2024), que discute temas de nacionalismo e a interferência de governos ocidentais na África.
  • A artista é reconhecida por sua pesquisa sobre madeira e móveis, conectando-se às suas raízes em Luanda.

Exposição de Sandra Poulson no MoMA PS1

A artista angolana Sandra Poulson apresenta sua primeira exposição no MoMA PS1, em Nova York, até 6 de outubro. A mostra, intitulada “Este quarto parece uma República!”, explora a relação entre objetos cotidianos e suas implicações sociais e políticas.

Poulson, que atualmente reside na Rijksakademie em Amsterdã, utiliza sua obra para refletir sobre a história e a cultura angolana. Um dos destaques da exposição é a escultura Igreja Universal do Reino de Deus (2024), que combina materiais como pinho do Oregon e compensado. A obra critica a influência de megaigrejas em Angola, questionando a natureza de “presentes” que, na verdade, carregam significados ocultos.

A artista, que já participou de eventos internacionais como a Bienal de Veneza, tem se destacado por sua abordagem profunda e investigativa. Elena Ketelsen González, curadora assistente do PS1, elogia a capacidade de Poulson de conectar objetos do cotidiano a narrativas históricas e sociais, permitindo que o público compreenda as complexidades por trás deles.

Novas Obras e Temas

Além da exposição no MoMA, Poulson está desenvolvendo novas obras na Rijksakademie, incluindo a instalação Cabinda Dreams (2024). Esta peça, que utiliza uma estrutura de cama encontrada, aborda temas como nacionalismo e a interferência de governos ocidentais na África. A artista reflete sobre a história de Cabinda, uma região em disputa entre Angola e Portugal.

Poulson destaca a importância de sua pesquisa sobre madeira e móveis, que a conecta a suas raízes em Luanda. A artista observa que muitos objetos têm histórias ocultas que merecem ser contadas. Mehak Vieira, cofundadora da galeria Jahmek Contemporary Art, ressalta a disposição de Poulson para experimentar com diferentes materiais, o que a torna uma artista singular.

A trajetória de Poulson, marcada por sua participação em feiras de arte e sua crescente visibilidade internacional, continua a expandir-se. Com um enfoque em temas complexos e uma pesquisa meticulosa, sua obra promete instigar reflexões sobre a história e a cultura contemporânea.

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