- Mateus Fazeno Rock lançou seu terceiro álbum, “Lá na zárea todos querem viver bem”, no dia 1º de outubro.
- O lançamento ocorreu um dia após seu aniversário de 31 anos.
- O álbum, produzido por Rafael Ramos e Fernando Catatau, mistura rock, rap e influências da música dos terreiros.
- A faixa “Daquilo que nois merece” aborda a busca por bem-estar nas periferias de Fortaleza.
- O artista se apresentará em Paris no dia 20 de setembro, durante a Bienal Internacional de Dança.
No dia 1º de outubro, o artista cearense Mateus Fazeno Rock lançou seu terceiro álbum, “Lá na zárea todos querem viver bem”, um trabalho que reflete sua visão sobre a realidade das periferias de Fortaleza. O lançamento ocorreu um dia após seu aniversário de 31 anos, marcando um novo capítulo em sua carreira.
O álbum, que é o primeiro pela gravadora Deck, mantém a mistura de rock, rap e influências da música dos terreiros, características dos trabalhos anteriores de Mateus, especialmente do aclamado “Jesus ñ voltará”. O artista descreve o novo disco como “solar, diurno e quente”, ressaltando a energia vibrante tanto nas letras quanto na musicalidade. A produção ficou a cargo de Rafael Ramos e Fernando Catatau, nomes respeitados na cena musical brasileira.
Temas e Mensagens
Entre as faixas, destaca-se “Daquilo que nois merece”, que aborda a busca por bem-estar e amor nas periferias. Mateus expressa a urgência de temas cotidianos, como a necessidade de descanso e a luta por um espaço mais fresco em meio ao calor de Fortaleza. Ele afirma que o disco representa “várias formas de sonho, de urgências e de necessidades”.
Outra faixa significativa é “Arte mata”, que traz uma mensagem de resistência e superação. Com versos que evocam a luta do artista, Mateus reflete sobre as belezas e dores da vida, afirmando que “ou morre o sonho ou morre o sonhador”. A canção “Mercado das Miudezas” também se destaca, abordando as pequenas negociações da vida e a busca por um bem-estar em meio às dificuldades.
Apresentações e Reflexões
Mateus se apresentará em Paris no dia 20 de setembro, durante a Bienal Internacional de Dança. Apesar do reconhecimento, ele expressa um sentimento de confusão em relação ao mercado musical, ressaltando que sua realidade material permanece desafiadora. O artista enfatiza que sua música é uma forma de contar histórias e produzir memória, mantendo um compromisso com sua cidade e sua origem.
Ele conclui que seu objetivo é cantar sobre o mundo que conhece, de maneira autêntica e representativa, sem se deixar levar pela pressão do sucesso comercial. A nova fase de Mateus Fazeno Rock promete trazer uma visão renovada e profunda sobre a vida nas periferias, com um olhar atento às necessidades e aspirações de sua comunidade.
Entre na conversa da comunidade