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Morre Miguel Proença, ícone da música erudita brasileira aos 86 anos

Miguel Proença deixa um legado imenso na música brasileira, com mais de 30 discos e contribuições significativas à cultura nacional

Pianista Miguel Proença na Sala Cecília Meireles em 2017 — Foto: Ana Branco
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  • Miguel Proença, pianista brasileiro, faleceu aos 86 anos no Hospital São Vicente, no Rio de Janeiro, devido a falência múltipla de órgãos.
  • A morte foi confirmada por amigos e o velório acontece na Sala Cecília Meireles até as 14h do dia 23 de agosto.
  • Proença nasceu em Quaraí, no Rio Grande do Sul, e teve uma carreira notável, tocando em diversos palcos e gravando mais de 30 discos.
  • Ele se destacou na interpretação de compositores brasileiros e lançou a série de CDs “Piano brasileiro” em 2005.
  • Proença também foi educador e gestor cultural, tendo dirigido a Sala Cecília Meireles e atuado como secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

Morreu nesta sexta-feira (22), aos 86 anos, o pianista Miguel Proença, uma das figuras mais proeminentes da música erudita brasileira. Ele faleceu no Hospital São Vicente, no Rio de Janeiro, em decorrência de falência múltipla de órgãos. A informação foi confirmada por amigos e o velório ocorre na Sala Cecília Meireles até as 14h deste sábado (23).

Proença, nascido em Quaraí (RS), teve uma carreira marcada pela paixão pela música. Desde a infância, quando se encantou com o som do piano, ele se dedicou a tocar em diversos palcos, desde bares e festas gaúchas até renomados teatros internacionais. O cantor Márcio Gomes expressou sua tristeza nas redes sociais, destacando o legado artístico e a amizade que teve com o pianista.

Contribuições à Música

Ao longo de sua trajetória, Proença se destacou por sua interpretação de compositores brasileiros, como Heitor Villa-Lobos e Ernesto Nazareth. Em 2005, lançou a série de CDs “Piano brasileiro”, que apresentou sua visão sobre a música clássica nacional. O pianista gravou mais de 30 discos e colaborou com artistas renomados, incluindo o violinista Salvatore Accardo e a atriz Bibi Ferreira.

Além de músico, Proença foi um educador e gestor cultural respeitado. Ele dirigiu a Sala Cecília Meireles em duas ocasiões e foi secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro entre 1983 e 1988, período em que fundou a Orquestra de Câmara da Cidade. Também lecionou em instituições de renome, como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Legado e Reconhecimento

O crítico musical Mauro Ferreira ressaltou que Proença deixou um legado que vai além de sua obra, contribuindo para a difusão da música clássica no Brasil. Em 2019, ele assumiu a Funarte, mas foi demitido após se posicionar em defesa da atriz Fernanda Montenegro. Proença deixa três filhos: Paulo, Daniel e Laura. Sua morte representa uma grande perda para a cultura brasileira, que se despede de um artista que dedicou sua vida à música.

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