- Maria de Lourdes Castro Pontes, conhecida como Miss Cyclone, foi uma figura importante na boemia de São Paulo e na vida do escritor Oswald de Andrade.
- Nascida em mil novecentos, ela se destacou em um ambiente literário masculino, tornando-se musa de artistas como Menotti del Picchia e Monteiro Lobato.
- O filme “Cyclone”, dirigido por Flávia Castro, foi finalizado e está sendo exibido em festivais internacionais, resgatando a história de Miss Cyclone.
- A jovem participou de um diário coletivo na garçonnière de Oswald, onde sua presença gerou até uma “doença de amor” chamada “cyclonite”.
- Sua vida foi marcada por tragédias, incluindo a morte após um aborto em mil novecentos e dezenove, simbolizando a luta feminina em um período de mudanças sociais no Brasil.
Maria de Lourdes Castro Pontes, conhecida como Miss Cyclone, foi uma figura emblemática na cena boêmia de São Paulo, especialmente na vida do escritor Oswald de Andrade. Nascida em 1900, ela se destacou em um ambiente literário predominantemente masculino, tornando-se a musa de um grupo que incluía nomes como Menotti del Picchia e Monteiro Lobato.
Recentemente, a história de Miss Cyclone ganhou nova vida com o filme “Cyclone”, dirigido por Flávia Castro. A produção, que já está sendo exibida em festivais internacionais, busca resgatar o legado de uma mulher que, apesar de sua breve vida, deixou uma marca indelével na cultura modernista brasileira.
Cyclone era uma jovem de 17 anos, estudante do colégio Caetano de Campos, que frequentava a garçonnière de Oswald, localizada na rua Libero Badaró. Nesse espaço, ela se destacou por sua inteligência e humor, participando ativamente de um diário coletivo que registrava as experiências dos frequentadores. Sua presença era tão impactante que até uma “doença de amor”, chamada “cyclonite”, surgiu entre os homens do grupo, evidenciando sua influência.
A vida de Maria de Lourdes foi marcada por tragédias. Em 1919, após um relacionamento tumultuado com Oswald, ela ficou grávida. O desejo do escritor por um aborto resultou em complicações que levaram à sua morte, apenas seis dias depois do procedimento. Sua história, embora trágica, simboliza a luta e a resistência feminina em um período de grandes transformações sociais e culturais no Brasil.
O filme “Cyclone” não apenas revive a memória de Miss Cyclone, mas também destaca a importância de sua contribuição para o modernismo e a arte brasileira. A produção promete trazer à tona a complexidade de sua vida e o impacto que teve em um dos movimentos artísticos mais significativos do país.
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