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Geraldo de Barros transforma sobras em arte radical e inovadora

Instituto Moreira Salles exibe a série "Sobras" de Geraldo de Barros, ressaltando sua inovação e impacto na fotografia contemporânea

Geraldo de Barros da série SOBRAS 1996 - 1998 / 2024 Fotografia em gelatina e prata sobre papel fibra Edição contemporânea Instituto Moreira Salles - 2024 Geraldo de Barros © Fabiana de Barros/ Instituto Moreira Salles
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  • A série “Sobras”, de Geraldo de Barros, foi preservada e exibida pelo Instituto Moreira Salles (IMS).
  • A obra, criada em mil novecentos e noventa e seis, destaca a inovação nas práticas fotográficas.
  • Geraldo de Barros, aos setenta e três anos, montou negativos de fotos em placas de vidro, resultando em colagens visuais.
  • O IMS adquiriu os negativos da série “Fotoformas” em dois mil e quatorze, permitindo a preservação de obras do artista.
  • A série “Sobras” reflete a busca de Geraldo por inovação, mesmo diante de desafios pessoais, e continua a influenciar a arte contemporânea.

Geraldo de Barros, artista multifacetado, teve sua série “Sobras”, criada em 1996, recentemente preservada e exibida pelo Instituto Moreira Salles (IMS). A mostra reafirma a relevância contemporânea de sua obra e a inovação nas práticas fotográficas.

A série “Sobras” foi desenvolvida quando Geraldo, aos 73 anos, recortou negativos de fotos de férias e os montou em placas de vidro, criando uma colagem visual. Essa técnica, que envolveu a colaboração da fotógrafa Ana Moraes, resultou em cópias fotográficas ampliadas, apesar dos desafios técnicos enfrentados, como a dificuldade em manter o contraste entre as imagens.

Em 1977, a artista Fabiana de Barros redescobriu a série “Fotoformas”, produzida por seu pai entre 1948 e 1950. Essas imagens experimentais, que combinam múltiplas exposições e manipulações, foram inicialmente exibidas no Museu de Arte de São Paulo, mas caíram no esquecimento. A recuperação dos negativos levou a exposições internacionais, incluindo uma em 1993 na Suíça.

O IMS adquiriu os negativos das “Fotoformas” em 2014, permitindo a preservação e estudo das obras de Geraldo de Barros. O coordenador de fotografia do IMS, Sergio Burgi, destacou que essas séries expandem os limites da linguagem fotográfica, promovendo uma aproximação entre fotografia e artes visuais contemporâneas.

A série “Sobras” é considerada uma das mais radicais de Geraldo, refletindo sua luta contra limitações físicas e sua busca por inovação artística. Fabiana de Barros enfatiza que a obra é uma expressão de bravura e criatividade, mesmo em meio a desafios pessoais. Geraldo de Barros faleceu em 1998, mas seu legado continua a influenciar a arte contemporânea no Brasil e no exterior.

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