- Sombrinha, músico e fundador do grupo Fundo de Quintal, celebrou cinquenta anos de carreira em um show no Vivo Rio no dia 8 de setembro.
- O evento homenageou Arlindo Cruz, que faleceu recentemente, e marcou o lançamento de um disco com músicas inéditas, incluindo “O show tem que continuar”.
- Durante a apresentação, Sombrinha relembrou a chegada de Arlindo ao grupo em 1990 e destacou a evolução da carreira do Fundo de Quintal, que começou em 1980.
- O show contou com a participação de convidados como Diogo Nogueira e Jorge Aragão, e a seleção de músicas foi desafiadora, já que Sombrinha gravou mais de 400 composições.
- Além do novo disco, Sombrinha voltou a compor sambas-enredo, motivado pela homenagem do Império Serrano a Arlindo Cruz.
Sombrinha, músico e fundador do grupo Fundo de Quintal, celebrou seus 50 anos de carreira em um show no Vivo Rio, no último dia 8. O evento foi uma homenagem a Arlindo Cruz, que faleceu há um mês, e marcou o lançamento de um disco com músicas inéditas, incluindo “O show tem que continuar”.
Durante a apresentação, Sombrinha relembrou momentos marcantes de sua trajetória, como a chegada de Arlindo Cruz ao grupo em 1990. “Quando ele chegou, a gente não se gostava muito, mas logo se tornou meu maior parceiro e melhor amigo”, contou. Sombrinha, nascido Montgomery Ferreira Nunis, começou sua carreira musical em São Vicente, onde tocava violão desde os 14 anos.
O Fundo de Quintal, fundado na virada de 1979 para 1980, lançou seu primeiro disco, “Samba é no fundo do quintal”, em 1980. Sombrinha destacou que, apesar das dificuldades iniciais, o grupo alcançou sucesso a partir de 1984. “A vida era dura, mas conseguimos nos firmar”, afirmou.
O show contou com a participação de convidados como Diogo Nogueira e Jorge Aragão, e o repertório incluiu clássicos e novas composições. Sombrinha mencionou que já gravou mais de 400 músicas ao longo da carreira, tornando a seleção para o evento um desafio.
Além do disco de inéditas, Sombrinha também se aventurou na composição de sambas-enredo, uma prática que havia deixado de lado. Ele se lembrou da homenagem que o Império Serrano fez a Arlindo e como isso o motivou a criar novas letras. “A música é um exercício espiritual, algo maior”, concluiu.
Com uma carreira repleta de parcerias e sucessos, Sombrinha continua a se apresentar e a compor, mantendo viva a tradição do samba e a memória de seus amigos e colegas de profissão.
Entre na conversa da comunidade