- A atriz Ayla Gabriela foi promovida a protagonista do filme Geni e o Zepelim, dirigido por Anna Muylaert.
- A mudança ocorreu após críticas que levaram a produção a repensar o projeto, visando a representatividade de corpos trans no cinema brasileiro.
- Ayla, que inicialmente tinha um papel secundário, fará sua estreia como protagonista em um longa-metragem.
- A personagem é uma releitura contemporânea de Geni, figura emblemática da canção de Chico Buarque, abordando questões sociais e tabus.
- O filme, que encerrou as filmagens em junho de 2023, também destaca a dança como elemento central da narrativa.
A atriz Ayla Gabriela, de 28 anos, foi promovida a protagonista do filme Geni e o Zepelim, dirigido por Anna Muylaert. A mudança ocorreu após críticas que levaram a produção a repensar o projeto, garantindo a representatividade de corpos trans no cinema brasileiro.
Ayla, que inicialmente havia sido escalada para um papel secundário, fará sua estreia como protagonista em um longa-metragem. A diretora Anna Muylaert comentou sobre a escolha, revelando que, após a polêmica, decidiu buscar a melhor atriz entre as que fizeram testes para a personagem secundária. “Foi tudo muito rápido”, afirmou Ayla, que se sentiu honrada com a oportunidade.
A personagem que Ayla interpretará é uma releitura contemporânea de Geni, figura emblemática da canção de Chico Buarque. A atriz destacou a importância de dar vida a essa “Geni moderna”, refletindo sobre questões sociais e tabus que o filme aborda. “O filme vem nesse lugar, de falar de tabus que nem são tabus pra mim”, disse.
Trajetória Artística
Antes de Geni e o Zepelim, Ayla se destacou em curta-metragens, como Pássaro Memória, que foi exibido em festivais internacionais. Sua formação artística começou na dança, onde desenvolveu uma conexão profunda com seu corpo. “Foi quando eu me disse bailarina para o mundo”, lembrou.
O filme, que encerrou suas filmagens em junho de 2023, também traz a dança como um elemento central. Ayla enfatizou que sua interpretação é um gesto político e emocional, ressignificando a violência cotidiana que enfrenta como mulher preta e trans. “Esse é meu diálogo com a música. E com a vida”, afirmou.
Ayla expressou gratidão às travestis que abriram caminho para sua visibilidade e sonha com um futuro onde pessoas trans possam interpretar qualquer papel. “Estamos aí. E vai acontecer”, concluiu, demonstrando confiança em sua trajetória e no impacto que seu papel terá nas telas.
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